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Execução de delegado será novamente investigada

Quarta-feira, 15 Abril de 2020 - 18:09 | Redação


O juiz Carlos Alberto Garcete, da 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande, autorizou o desarquivamento das investigações sobre o homicídio do delegado aposentado da Polícia Civil Paulo Magalhães Araújo. O magistrado atendeu ao pedido da força-tarefa da Operação Omertà que pretende apurar se o crime tem ligação com a suposta milícia chefiada pelo empresário Jamil Name que está preso.

O delegado foi assassinado a tiros no fim da tarde de 25 de Junho de 2013 quando estava ao volante de um jipe, aguardando a filha sair da escola, na Rua Alagoas, no Jardim dos Estados, em Campo Grande. A força-tarefa suspeita que a execução seja mais uma na lista dos crimes encomendados pelo grupo de Name.

A morte de Magalhães foi investigada no passado, mas nunca se chegou ao mandante. Pelo crime, foram presos os ex-guardas municipais José Moreira Freires, 46 anos, e Antonino Benites Cristaldo, 42 anos. O primeiro foi condenado há 18 anos de prisão. O segundo foi inocentado, mas aguarda novo julgamento pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS).

Para a Omertá, José Moreira Freires é também o pistoleiro que atirou no estudante de Direito Matheus Coutinho Xavier em Abril de 2019, no Jardim Bela Vista, na Capital. O rapaz foi morto por engano, já que o verdadeiro alvo era o pai dele, o capitão da reserva da PM Paulo Henrique Xavier. José Moreira Freires é considerado foragido.

Tiros de pistola - Paulo Magalhães Araújo tinha 57 anos quando foi executado a tiros de pistola perto da escola onde a filha estudava. O veículo dele foi abordado por uma dupla em uma motocicleta. José Moreira Freires que estava na garupa teria atirado, segundo as investigações. O piloto da moto era Rafael Leonardo Santos que foi assassinado pouco depois de a Justiça expedir os mandados de prisão.

O corpo dele foi encontrado no lixão de Campo Grande sem cabeça e carbonizado. O cadáver só foi identificado após exame de DNA. Segundo as investigações, Rafael era considerado um participante 'fraco' da trama e que poderia revelar os nomes dos mandantes da morte de Magalhães.

Já Antonino Benites Cristaldo atuou dando cobertura à dupla em um automóvel no dia do crime.

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