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Escritor André Alvez passa a compor Academia Sul-Mato-Grossense de Letras
Em cerimônia de posse, cronista assume 18ª cadeira da instituição, anteriormente ocupada por Augusto César Proença
Segunda-feira, 10 Agosto de 2026 - 15:39 | Redação

A Academia Sul-Mato-Grossense de Letras (ASL) recebeu, no último sábado (8), seu mais novo integrante em cerimônia realizada em sua sede. Agora ocupando a Cadeira n° 18, o cronista e romancista André Alvez passa a fazer parte do grupo de acadêmicos da instituição. A cadeira com o novo integrante era ocupada anteriormente pelo escritor Augusto César Proença, que faleceu em 2023.
Em seu discurso, o novo acadêmico expressou o orgulho de chamar os companheiros de amigos, que também são referências para sua vida. "Vejo-os como patrimônios de nossa cultura, gente séria, que de fato trabalha e zela pela preservação de nossa literatura”, afirmou.
Alvez também dedicou a posse ao universo literário que construiu ao longo de sua trajetória, lembrando personagens que marcaram sua obra e reafirmando sua ligação com Campo Grande. Ao concluir, resumiu o significado daquele momento. “A honra abraça a emoção e sinto-me tomado pelo orgulho de à partir desse momento, pertencer à ASL”, completou.
A saudação em nome da Academia foi conduzida pela escritora, ensaísta, pesquisadora e professora universitária Lucilene Machado, ocupante da Cadeira nº 36. Em seu discurso, ela destacou a relevância da trajetória do novo confrade e sua contribuição para a literatura produzida em Mato Grosso do Sul. "A verdadeira posse não acontece quando um escritor ocupa uma cadeira; acontece quando sua imaginação passa a habitar a instituição”, afirmou.
Para Lucilene, o novo integrante da ASL é um guardião das palavras com uma trajetória que revela um escritor atento ao contar sobre o Estado e, principalmente, sobre a Capital. "Sua escrita revela o encontro entre técnica, sensibilidade e profundo compromisso com a cultura regional”, destacou a acadêmica.

Durante a solenidade, o presidente da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras, o escritor e publicitário Henrique Alberto de Medeiros Filho, destacou que a eleição e a posse de André Alvez representam o reconhecimento de uma trajetória construída por meio da literatura e da participação constante na vida cultural sul-mato-grossense. Ressaltou sua atuação como cronista, contista e articulista, sempre presente em diferentes espaços de divulgação e valorização da produção literária do Estado.
A solenidade de posse foi conduzida pelo secretário-geral da ASL, Rubenio Marcelo, que destacou o significado da chegada de André Alvez para a Academia, enfatizando a continuidade do compromisso da instituição com a valorização da literatura, da cultura e dos escritores sul-mato-grossenses.
Sobre o novo imortal- André Luiz Alvez é escritor, roteirista, pós-graduado em Literatura Brasileira pela UCDB e publicitário formado pela UNISA-SP. Nasceu e cresceu em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, com forte ligação ao antigo bairro Amambaí; com uma sólida trajetória no cenário cultural de Mato Grosso do Sul, consolidou-se como um dos nomes mais ativos de sua geração, atuando como romancista, cronista, contista e palestrante. Presidiu a União Brasileira de Escritores de MS (UBE-MS) entre 2017 e 2018.
Como cronista urbano, registrou o cotidiano sul-mato-grossense no jornal Correio do Estado (Caderno B) de 2008 a 2019. Atualmente, assina a coluna semanal "Beba das crônicas" no portal Campo Grande News. Paralelamente à literatura, André possui forte inserção no audiovisual, tendo se especializado em roteiro e direção cinematográfica através de oficinas com grandes nomes do cinema nacional, como Anna Muylaert e José Eduardo Belmonte.
Já ministrou palestras na ASL como convidado, abordando escritores como Hemingway e García Márquez. Sua infância e o imaginário transmitido por sua mãe a respeito das lendas urbanas de Campo Grande serviram para sua transição das crônicas do cotidiano para os romances de ficção e mistério. É autor de sete livros entre romance, contos e crônicas, com obras premiadas e mesmo publicadas internacionalmente, destacando-se entre eles A Bruxa da Sapolândia, e O Santo de Cicatriz e Todo bicho alado sente medo do vento; recentemente, lançou Flores azuis não vão para o céu.

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