• Diretor de Redação Ulysses Serra Netto

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Empresas de ônibus reclamam de sacrifício para manter serviço público

Quarta-feira, 29 Abril de 2020 - 18:23 | Redação


Durante entrevista ao programa Cidade Alerta MS na noite desta quarta-feira, 29 de Abril, o diretor-presidente do Consórcio Guaicurus, que representa as empresas de ônibus do transporte coletivo, João Rezende, reclamou das dificuldades financeiras pelas quais as concessionárias estão passando em época de pandemia do coronavírus.

O consórcio acionou a Justiça para obrigar a prefeitura a elaborar um plano de socorro financeiro emergencial para as empresas de ônibus. Contudo, o juiz Ricardo Galbiati, da 2ª Vara de Fazenda Pública, negou o pedido.

“Não podemos querer o sacrifício de uma empresa privada para benefício do serviço público”, disse João Rezende, durante a entrevista. O dirigente citou que o governo federal “se movimentou para socorrer a saúde”, por exemplo, e que o transporte também é um direito essencial.

Rezende também informou que apesar do colapso que se avizinha, o Consórcio não demitiu um funcionário sequer. “Pois acreditamos que vamos vencer essa etapa tão difícil”, considerou.

O transporte público de Campo Grande está operando com limitações e redução de passageiros o que derrubou as receitas das empresas.  Atualmente, 67% da frota de ônibus está circulando, transportando cerca de 62 mil pessoas por dia. Em condições normais, os cerca de 540 ônibus da Capital, transportam cerca de 230 passageiros por dia.

Essa redução no número de passageiros gerou um déficit de quase R$ 15 milhões, o que levou o Consórcio a fazer a solicitação de socorro financeiro. Conforme o diretor-presidente, outras cidades do interior do Paraná e de São Paulo conseguiram decisões favoráveis em ações semelhantes em busca do reequilíbrio financeiro.

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