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Em MS, 18 presídios tem produção de máscaras para doações
Terça-feira, 14 Abril de 2020 - 08:50 | Redação
Para contribuir no enfrentamento ao coronavírus, a Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen) firmou dezenas de parcerias com órgãos públicos como prefeituras, secretarias municipais e estadual de Saúde, Poder Judiciário, Ministério Público, Conselhos da Comunidade e conta com apoio de empresas privadas, colaboradores e sociedade em geral. A união de esforços tem um objetivo em comum: a saúde pública.
Nas mãos dos detentos de diferentes cidades de Mato Grosso do Sul são confeccionados Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) que auxiliam na atuação preventiva de servidores da segurança pública e profissionais de saúde em várias regiões do estado.
Atualmente, existem 18 pontos de produção de máscaras, em tecido e TNT, divididos em 13 cidades que atendem demandas de diferentes locais. As oficinas estão instaladas em cinco presídios de regimes fechado, semiaberto e aberto de Campo Grande, além de Bataguassu, Corumbá, Dourados, Ivinhema, Jardim, Jateí, Naviraí, Nova Andradina, Ponta Porã, Rio Brilhante, São Gabriel do Oeste e Três Lagoas.
Conforme a chefe da Divisão de Trabalho Prisional da Agepen, Elaine Cecci, à medida que a produção de máscaras vai ocorrendo, estão sendo distribuídas às unidades penais e setores que compõem a agência penitenciária também. “Temos público e potencial de mão de obra e estamos fazendo o que está em nosso alcance. Buscamos firmar parcerias para unirmos esforços em prol de toda a sociedade e, para manter tudo dentro do padrão de qualidade, as oficinas dentro dos presídios são higienizadas diariamente”, explicou.
Também foram realizadas parcerias com a Universidade Católica Dom Bosco (UCBD) para doação dos insumos e a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) no oferecimento de suporte técnico durante o desenvolvimento das atividades.
Em Rio Brilhante, já foram entregues 120 máscaras de TNT e 32 capotes que serão utilizados pelos profissionais de saúde do Hospital Municipal. A meta é produzir 400 capotes de tecido e 500 máscaras pelas reeducandas da penitenciária feminina do município. A ação conta com o apoio do juiz da Vara de Execução Penal, Jorge Tadashi Kuramoto, promotores de justiça e Secretaria Municipal de Saúde.
Na Capital, homens e mulheres em situação de prisão, tem trabalhado diariamente na confecção de máscaras para atender diversas instituições voltadas à saúde e segurança pública.
Dentre as unidades penais envolvidas na ação estão Estabelecimento Penal Feminino “Irmã Irma Zorzi”, presídio feminino de regime semiaberto e aberto e Estabelecimento Penal “Jair Ferreira de Carvalho”. Além disso, já estão em fase de adequação de espaços para iniciar a execução dos trabalhos, o Centro de Triagem “Anísio Lima” e o Presídio de Trânsito.
As peças produzidas nas unidades penais de Campo Grande estão atendendo diversos locais como Hospital Regional (HRMS), Fórum da capital, Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM), instituições sociais como Cotolengo Sul-mato-grossense, que atende jovens carentes com paralisia cerebral grave, entre outros.
Pelo trabalho, todos os reeducandos envolvidos recebem remição de um dia na pena a cada três trabalhados, conforme estabelece a Lei de Execução Penal (LEP). De acordo com o diretor-presidente da Agepen, Aud de Oliveira Chaves, a missão da instituição é promover a efetiva reintegração social dos custodiados, para isso, são desenvolvidas muitas ações sociais que ultrapassam as muralhas dos presídios e beneficiam diretamente a sociedade.
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