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"Ele era uma pessoa bondosa", dizem parentes de motorista assassinado
Quarta-feira, 13 Maio de 2020 - 11:33 | Redação
Nesta quarta-feira (13) completa um ano do assassinato do motorista de aplicativo Rafael Baron. Na época do crime ele tinha 24 anos. E um ano após o desfecho trágico de uma corrida, motoristas de aplicativo fizeram um ato público pela memória de Rafael. Eles se reuniram nos Alto da Afonso Pena em protesto contra o crime bárbaro que chocou Campo Grande.
Há 17 dias um outro motorista de aplicativo foi vítima de latrocínio em Campo Grande e morreu com um tiro na cabeça disparado por um adolescente. A categoria pede segurança. “Todos os dias, acontece roubo ou assalto e nós, motoristas de aplicativo, trabalhamos em meio à insegurança. Não sabemos nem se vamos voltar para casa vivos”, lamenta o motorista de aplicativo Fernando Silva.
A viúva do Rafael, Karinne Baron, participou da manifestação. Emocionada, pediu por justiça com a condenação do acusado. Ela disse que o último ano foi muito difícil por lidar com a perda do marido de uma foram tão violenta..
Para Karinne a maior lembrança que ficou foi a doçura do marido. “ Sou grata a Deus por ter casado com ele e pelo nosso filho. Rafael deixou a maior riqueza que eu poderia ter que é nosso filho de quatro anos. Ele vai crescer sem o pai infelizmente, mas sempre vou lembrar da bondade do meu marido”, desabafa. Karine participou da manifestação com o filho no colo.
Rafael era motorista de aplicativo há pouco tempo antes de ocorrer o crime. A esposa conta que ele saía para trabalhar com brilho nos olhos. “ Ele saiu de casa tão empolgado para trabalhar naquele dia, mas ele nunca mais voltou, não está sendo fácil conviver com essa perda’, lamenta.
Rafael Baron foi morto por um homem ao chegar no condomínio residencial Reinaldo Buzanelli, no Jardim campo Nobre, após uma corrida. Ele buscou o acusado Igor de Lima Oliveira, de 22 anos, e a mulher dele na Upa (Unidade de Pronto Atendimento) do Jardim Leblon. No fim da corrida, Igor desceu do carro, entrou em casa, pegou a arma e disparou.
O o motivo alegado pelo assassino confesso foi ciúmes. Na versão dele, ficou irritado porque o motorista estaria dando cantadas em sua esposa. Os disparos de arma de fogo atingiram o pescoço e o braço. Igor estava foragido do sistema prisional quando cometeu o crime. Ele se apresentou à polícia três dias depois de matar Rafael, confessou e foi autuado por homicídio qualificado por motivo fútil e recurso que dificultou a defesa da vítima.
Em outubro do ano passado ele foi para o regime aberto em condenação por outro crime, de roubo a mão armada. Ele estava foragido, mas acabou preso pelo Batalhão de Choque da Polícia Militar no Jardim Carioca e aguarda julgamento.
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