Geral
Ecobags de sacos de cebola
Quinta-feira, 06 Fevereiro de 2020 - 08:49 | Redação
Sacos usados para embalar cebolas, ao invés de serem jogados no lixo, passaram a ter serventia nas mãos de um grupo de mulheres da Capital, que transformam o material em ecobags, bolsas e lixeirinhas para carros. A ideia surgiu há pouco mais de dois anos pela artesã e empresária Isabel Muxfeldt. Ela criou uma linha de produtos sustentáveis cuja matéria-prima são as embalagens que seriam descartadas e que agora são fonte de renda e ajudam o meio ambiente.
Isabel lembra que sempre se preocupou com a questão da destinação correta dos resíduos e pensava em uma maneira de colaborar com o futuro do planeta por meio de uma ação concreta. A partir disso, ela criou a Eco Linhas, um negócio social que utiliza o artesanato como ferramenta de resgate e geração de renda para um grupo de mulheres de baixa renda do bairro Jardim Noroeste. Por meio da produção, elas conseguem uma fonte de renda para complementar o orçamento familiar.
Para tirar o projeto do papel, ela contou com auxílio do Living Lab, projeto colaborativo iniciado pelo Sebrae/MS, que desenvolve ideias inovadoras e startups em Mato Grosso do Sul. “Um dos objetivos é usar o excesso de resíduos descartados, principalmente dos supermercados, na confecção de produtos, gerando trabalho e renda, bem como um impacto socioambiental positivo, dentro da economia criativa”, pontua Isabel.
O principal “ingrediente” para a confecção dos produtos são doados pelo Fort Atacadista, que separa, em média, 80 sacos por semana para a iniciativa da artesã. Cada saco pode se transformar em uma ecobag ou em duas lixeirinhas para carro. “Escolhemos o esse material por ser o mais resistente, mas também utilizamos embalagens de batata, laranja, big bags de açúcar, por exemplo, para criarmos outros produtos, que vão desde brindes corporativos a sacolas para congressos”, explica.
A coordenadora de marketing regional do Fort Atacadista, Rafaellen Duarte, destaca que apoiar iniciativas como esta é uma das preocupações da rede. “O objetivo é mostrar que todos nós podemos ter cuidado com o meio ambiente e com o próximo. Incentivando essas ações, o Fort incentiva, ainda, que cada um faça a sua parte para que possamos viver em um mundo melhor”, acredita.
Os produtos são vendidos em feiras e eventos. Além disso, a empreendedora mantém um perfil no Instagram para comercializar os itens, o @ecolinhas. Isabel enfatiza, ainda, que o negócio atende aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU), produzindo trabalho digno e crescimento econômico, redução das desigualdades, além de produção e consumo responsáveis.
Últimas Notícias
- Infraestrutura - 09:54 Águas Guariroba segue com expansão de rede de esgoto em CG
- Regulariza CG - 09:30 Regulariza CG: Termina hoje prazo de adesão ao programa
- Sindicato de Fiscais - 09:09 SINDAFIS completa 30 anos em defesa dos auditores fiscais
- Clima - 08:41 Chuvas e ventos danificam pontes e bloqueiam estradas em município de MS
- Corumbá - 08:30 Operação da FICCO/MS mira narcotraficantes
- Proteção - 08:10 TJMS realiza iniciativas para combater a violência na primeira infância
- Capacitação - 07:39 Programa do Senac abre 400 vagas para cursos neste último trimestre em MS
- Política - 07:15 Senado aprova fim da escala 6x1 e redução da jornada de trabalho
- Saúde - 07:00 Campanha de vacinação no Pátio
- Economia - 18:32 Cade aprova venda do Consórcio Guaicurus para HP Mobilidade

