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Dois funcionários de empresários suspeitos de chefiar milícia tem liberdade negada

Domingo, 29 Setembro de 2019 - 16:10 | Redação


 O pedido de liberdade de dois funcionários do empresário Jamil Name, o treinador de cavalo Luís Fernando da Fonseca e o motorista Euzébio de Jesus Araújo, foi negado pela Justiça no plantão deste domingo (29). Os dois foram presos durante a deflagração da Operação Ormetá, que investiga a atuação de uma milícia em Campo Grande.

O desembargador Sideni Soncini Pimentel em seu despacho afirma a necessidade da continuidade da medida temporária pelo prazo previsto na lei por 30 dias. A defesa argumentou que os presos são ‘simples serviçais da família Name’, que segundo os advogados não tem qualquer relação ilícita imputada aos patrões.

Também teve negado o pedido de liberdade o policial federal, Everaldo Monteiro de Assis. A defesa do policial argumenta que inexiste a materialidade para a sua prisão vendo a desnecessidade da manutenção desta. Mas, em despacho o desembargador relata que noticia participação efetiva de Everaldo ao fornecer informações sigilosas a organização criminosa se valendo do cargo que ocupa na Polícia Federal.

No sábado (28) tiveram os pedidos de liberdade negados Jamil Name, Jamil Name Filho, Márcio Cavalcante da Silva e Vladenilson Daniel Olmedo pelo desembargador Eduardo Machado Rocha. Eduardo julgou o pedido, em caráter liminar, após o magistrado de plantão, Sideni Soncini Pimentel se declarar impedido de analisar o pedido de liberdade.

Eltom Pedro de Almeida também teve o pedido negado. No despacho assinado na manhã de sábado, o desembargador negou o habeas corpus afirmando que Eltom é apontado, conforme mandado de prisão preventiva expedido pela justiça de primeiro grau, como “integrante de organização criminosa em atividade de apoio, admitindo que possui a guarda de documentos que lhe são confiados a pessoas apontadas nas investigações preliminares como chefes de milícias”.

Operação - A operação deflagrada na sexta-feira (27), contou com 17 equipes do Garras, Gaeco e Batalhão de Choque da PM. Foram cumpridos 44 mandados na Capital, sendo 13 de prisão preventiva, 10 de prisão temporária e 21 de busca e apreensão.

Informações são de que os empresários Jamil Name e Jamil Name Filho seriam suspeitos de chefiar uma milícia envolvida com execuções em Campo Grande. A polícia apreendeu R$ 150 mil em posse do empresário Jamil Name.

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