• Diretor de Redação Ulysses Serra Netto

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Diálogo e organização financeira ajudam casais a ter projetos de vida

Levantamento da Planejar apresenta orientações sobre gestão entre companheiros

Quinta-feira, 11 Junho de 2026 - 11:50 | Redação


Diálogo e organização financeira ajudam casais a ter projetos de vida
Alguns relacionamentos categorizam o dinehiro como um assunto delicado. (Foto: Matthew Henry/Burst)

O Dia dos Namorados se aproxima e muitos casais utilizam a data para comemorar não apenas o relacionamento, mas também os planos que desejam conquistar juntos. Ter uma visão compartilhada sobre o futuro pode contribuir para uma convivência mais harmoniosa. A partir desta perspectiva, a Associação Brasileira de Planejamento Financeiro, ou Planejar, reuniu recomendações para casais fortalecerem sua organização financeira.

Segundo Estela Borgheri, planejadora financeira CFP® da Planejar, muitos relacionamentos tratam o dinheiro como um assunto delicado, sem ser discutido com profundidade. "Quando existe diálogo e planejamento, o casal consegue tomar decisões mais conscientes e construir uma trajetória financeira alinhada aos seus objetivos”, afirma Estela.

O ponto de partida para uma gestão saudável a dois envolve conversar abertamente sobre renda, dívidas e expectativas. A especialista destaca que a transparência sobre gastos e investimentos fortalece a confiança entre o casal.  “O dinheiro vira tabu. O tabu vira conflito”, destaca.

Outro ponto apresentado é a necessidade de respeitar a relação com o dinheiro de cada indivíduo. Há quem associe segurança ao ato de poupar e quem veja no consumo uma forma legítima de bem-estar. “Não existe certo ou errado. Existem repertórios diferentes que precisam encontrar equilíbrio dentro da vida a dois”, explica a planejadora.

No que diz respeito à divisão das despesas, a entidade esclarece que não existe um modelo único ideal. Em cenários com disparidade de renda, a divisão proporcional surge como uma alternativa equilibrada, mas o casal também pode optar pela unificação integral dos rendimentos ou por modelos híbridos. Borgheri pontua que o modelo mais acertado é aquele que faz sentido para a parceria. "O grande acerto é tratar o dinheiro como parte do projeto de vida compartilhado”, conclui ela.

A eficiência do planejamento também depende da definição de papéis e de um acompanhamento constante do orçamento. Mesmo que um dos parceiros tenha mais afinidade com números e assuma a gestão diária, as decisões devem ser compartilhadas, preservando sempre uma parcela de autonomia financeira para gastos pessoais de cada um.

Por fim, o planejamento financeiro familiar deve englobar o alinhamento de expectativas sobre patrimônio, investimentos de longo prazo e o entendimento dos impactos legais da união, diferenciando namoro, união estável e casamento. A Planejar reforça que a proteção patrimonial e a antecipação de custos de futuras fases da vida, como a chegada de filhos; a formação de reservas de emergência e o planejamento sucessório, trazem segurança e previsibilidade, consolidando o dinheiro como parte de um projeto de vida compartilhado.

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