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Detento da Máxima comandava facção no Tocantins

Segunda-feira, 03 Fevereiro de 2020 - 15:05 | Redação


A Polícia Civil do Tocantins, por meio da 1ª Divisão Especializada na Repressão ao Crime Organizado (DEIC PALMAS), deflagrou na manhã desta segunda-feira (3), a Operação Praetorium Minati, com o objetivo de coibir a atuação de uma facção criminosa nacional. Um dos mandados de prisão foi contra um interno do Presídio de Segurança Máxima de Campo Grande (MS). Segundos as investigações, o detento era um dos líderes da organização e comandava as ações em Palmas e em municípios do interior.

Os membros da facção se organizavam como uma empresa, delimitando funções, e são suspeitos de ameaçar juízes do Tocantins. As investigações tiveram início depois que uma carta escrita à mão foi encontrada no Pavilhão B da Casa de Prisão Provisória de Palmas, no dia 18 de janeiro de 2018.

Segundo o delegado Eduardo de Menezes, responsável pela operação, no texto manuscrito havia uma ameaça a um magistrado da Capital - Palmas. O “serviço” seria feito por um adolescente de outro estado que iria ser  recrutado para a execução.  

 “Chamou a atenção uma ameaça clara a um dos magistrados. Isso está visível no texto, como também em alguns diálogos decorrentes de gravações autorizadas pela Justiça. Em um dos trechos do bilhete, o autor escreve que, caso seja mantido enclausurado, o magistrado ‘queimaria no fogo do inferno’”, afirmou o delegado.

Em Mato Grosso do Sul, de dentro da penitenciária da Capital, o interno mesmo depois de preso em Campo Grande continuou a atuar na liderança da facção no interior do Tocantins ordenado execuções, organizando o cadastro dos membros da organização e a logística da distribuição do armamento. Ainda segundo Menezes, áudios autorizados pela Justiça mostram que existem mais de 500 integrantes da facção em atuação pelo Tocantins.

Praetorium Minati - Derivada do Latim, Praetorium Minati faz alusão à ameaça ao judiciário, responsável pela condenação de suspeitos indiciados por tráfico de drogas, associação criminosa entre outros. Ao todo foram expedidos 29 mandados de prisão e outros 29 mandados de busca e apreensão.

Participam da operação cerca de 150 policiais civis, contando com o apoio da Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado – DRACCO, Divisões Especializadas de Repressão a Narcóticos – DENARC, Divisões de Homicídio e Proteção à Pessoa - DHPP , Delegacias Circunscricionais, do Grupo de Operações Táticas Especiais – GOTE e do Centro Integrado de Operações Especiais – CIOPAER.

 

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