• Diretor de Redação Ulysses Serra Netto

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Despesa média mensal de famílias sul-mato-grossenses é de R$ 4,9 mil

Sábado, 05 Outubro de 2019 - 14:51 | Redação


Pesquisa de Orçamentos Familiares realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revela que as famílias sul-mato-grossense, com tamanho médio de 2,93 pessoas, gastaram aproximadamente R$ 4.903,67 para custear as despesas mensais entre os anos de 2017 e 2018.

Desenvolvido para avaliar as estruturas de consumo, de gastos, de rendimentos e parte da variação patrimonial das famílias, o levantamento ressalva, porém, que esse valor tem variação acentuada de acordo com os rendimentos.

Das 909.062 famílias sul-mato-grossenses, 143.641 tinham rendimento de até R$ 1.908,00 e comprometiam R$ 1.729,77 com despesas. Outras 152.781 de até R$ 2.862,00 gastavam R$ 2.251,20, e 339.136 até R$ 5.724,00 até R$ 3.813,19.

Entre as 149.691 famílias com rendimento de até R$ 9.540,00, as despesas chegavam a R$ 6.156,10, nas 65.975 até R$ 14.310,00, o valor atingia R$ 9.240,26, em outras 36.704 até R$ 23.850,00, somava R$ 12.830,85, e por fim, nas 21.134 com renda superior a R$ 23.850,00, os gastos totalizavam R$ 26.973,74.

“Nas classes de rendimento familiar mais baixas (até R$ 5.724), os gastos com alimentação e habitação consomem mais de 50% da renda da família. Entre aquelas que têm rendimento de R$ 1.908 a R$ 2.862, o percentual chega a 60,6%. Conforme o rendimento vai aumentando, esses grupos passam a ter menos impacto na renda familiar, chegando a corresponder a 22,3% na classe de rendimento mais alta (mais de R$ 23.850)”, detalha a pesquisa.

Por outro lado, o IBGE pontua que “os gastos com Transporte, Aumento do ativo (aquisição ou reforma de imóveis) e outras despesas correntes (impostos, contribuições trabalhistas, pensões, mesadas, doações, previdência privada e outras) têm maior impacto nas famílias com maiores rendimentos, chegando a representar 49,9% das despesas das famílias com rendimento de mais de R$ 23.850”.

Também foi apurada uma mudança no comparativo com a pesquisa referente aos anos de 2008 e 2009. “Naquele período, famílias com rendimento de até R$ 830 reais (dois salários mínimos), gastavam cerca de 68,9% de sua renda com alimentação e habitação. Segundo os dados da POF 2017-2018, esse percentual nas famílias com menor rendimento (até R$ 1.908) caiu para 57,8%”, indica.

Em contraponto, nessas famílias os gastos com aumento de ativo (aquisição ou reforma de imóveis) passaram de 2,7% do rendimento em 2008-2009 para 6,4% em 2017-2018.

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