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Denar prende traficante que vendia drogas para clientela de luxo

Sexta-feira, 07 Fevereiro de 2020 - 16:10 | Redação


Desta vez, o flagrante não foi uma simples apreensão da Denar (Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico). Com o suspeito, um jovem de 22 anos, preso por tráfico de drogas, os policiais encontraram produtos importados de São Paulo (SP) e dos Estado Unidos. A prisão, ocorreu na última quarta-feira (6), enquanto o traficante vendia R$1.600,00 de skank – uma supermaconha, no Bairro Monte Castelo em Campo Grande.  

Foram mais de dois meses de investigação, até a Polícia Civil chegar ao traficante que trabalhava no sistema disque-entrega. Com uma clientela restrita, ele fornecia drogas as pessoas com alto poder aquisitivo. Durante o flagrante, os policiais autuaram dois compradores. Um deles, estava comprando uma porção de skank por R$ 1 mil. Já outro, pagou R$600, 00 por poucas gramas da supermaconha.

“O skank era vendido por R$60,00 a grama. Ele comprava a droga em São Paulo Capital pela metade do preço e ela chegava pelos Correios”, explicou o delegado da Denar, Hoffman D'Ávilla.

Após a prisão, os investigadores foram a casa no traficante no Residencial Oliveira II e apreenderam além de skank, cartela de LSD, em que cada microponto era comercializado por R$80,00, Ecstasy, Haxixi em pacotes industrializados que eram importados do exterior e pela primeira vez apreendido na Denar, o THC – principal substância extraída da planta Cannabis.

“Esta não é uma droga comum em Campo Grande, ela é fortíssima e é vendida por um preço alto, foi a primeira vez que apreendemos aqui na Delegacia”.

Em interrogatório, o jovem contou a à polícia que teve acesso aos fornecedores de São Paulo por um grupo fechado nas redes sociais. Para ser um dos clientes do traficante, não é tão simples. Segundo o delegado, para que alguém comprasse dele era preciso ser apresentado por uma pessoa que já era cliente.

“Ele tinha dois celulares, um para uso pessoal e outro funcional, em que os clientes pediam a droga. Eles marcavam em um ponto da cidade, geralmente bairros nobres, estacionamentos de shoppings ou supermercados e o suspeito levava o entorpecente”, disse D’Ávilla.

O traficante usava um Honda Civic preto para ir até os clientes. Além da droga, a polícia ainda apreendeu R$ 8 mil em dinheiro que estava escondido em diversos locais da casa dele, até na almofada do sofá.

A droga encontrada na casa seria vendida em no máximo 10 dias e está avaliada em R$ 30 mil. O que renderia um lucro líquido ao traficante de R$ 15 mil. Ainda conforme da polícia, a procura era tão grande que os clientes encomendavam e ficavam aguardando a chegada do entorpecente.

 

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