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Criminalista avalia hipótese de feminicídio

Advogado e influencer de Direito, Felipe Alencar fala sobre o Caso Carla

Sexta-feira, 17 Julho de 2020 - 16:26 | Paula Fernandes


Criminalista avalia hipótese de feminicídio

A identificação e prisão do principal acusado de assassinar a jovem Carla Santana Magalhães, de 25 anos, em Campo Grande, tem sido um dos assuntos mais destacados no noticiário policial sul-mato-grossense. Desde o sequestro da vítima, a confirmação da sua morte, a prisão do envolvido no crime até o desenrolar da investigação policial, o caso recebe a ampla e detalhada cobertura dos veículos que integram a Rede MS. Mas uma indagação ainda persiste: por que o acusado matou se nem ao menos conhecia Carla?

Mesmo com respostas controversas do acusado Marcos André Vilalba, de 21 anos, a polícia civil segue a linha do feminicídio. E este também é o pensamento do advogado Felipe Alencar. Criminalista e digital influencer de Direito da plataforma Diário de Influência, ele fez uma análise deste caso durante participações nos programas Balanço Geral, da TV MS Record, e Noticidade, da rádio FM Cidade 97.

O criminalista acredita que pela forma como foi abordada, assassinada e como teve seu corpo exposto, Carla foi morta pela condição de ser uma mulher. “Avaliando tudo que aconteceu e o que a polícia descobriu até agora, a ação do acusado mostra a desvalorização da vítima. A violência empregada e a forma como ela foi deixada, nua e na rua, dão sinais que não havia um motivo, mas por ela ser uma mulher”, afirmou Felipe Alencar. Carla foi sequestrada na noite do dia 30 de junho na frente de sua casa e seu corpo encontrado três dias depois sob a marquise de uma mercearia a pouco metros dali. Ela estava nua, com lesões no rosto, corte profundo no pescoço e sinais de violência sexual. O acusado morava ao lado da casa da jovem e eles não se conheciam.

“A situação dela não aconteceu em um contexto de violência doméstica, eles não tinham uma relação anterior, mas uma avaliação preliminar seria de um crime de feminicídio”, pontua. Durante entrevista ao programa Noticidade, o criminalista disse à jornalista Adeline Fernanda que outros detalhes ainda podem ser revelados pelo inquérito policial. “Não está claro se houve ou não uma outra pessoa nesse crime. Pela dinâmica do ocorrido pode ou não ter havido a participação de outra pessoa no assassinato e no ato de levar o corpo dela até onde foi encontrado, mas isso a polícia está investigando”, avalia.

Veja agora a participação do advogado criminalista Felipe Alencar no Programa Balanço Geral, com Rodrigo Nascimento.

Felipe Alencar é formado desde 2018, mora em Dourados e atende demandas de todo o Brasil. Um jovem advogado que se destaca em sua trajetória como criminalista porque enfatiza o Empreendedorismo Jurídico e a força das redes sociais. O advogado vê a Internet como ferramenta fundamental para o exercício da advocacia. “Eu acredito que as redes sociais são indispensáveis. O advogado no mundo de hoje não se faz somente com os livros e com as atividades no fórum. Os advogados precisam se adaptar para a evolução das tecnologias e se aproximar mais das pessoas. O Judiciário se adequou à nova realidade e precisamos nos adequar também”, pondera.

O criminalista tem perfil no Facebook e também no Instagram, onde é seguido por 44,6 mil pessoas. Nas suas redes sociais mostra um pouco do seu dia a dia como advogado e também aborda temas ligados ao universo jurídico que são do interesse do cidadão. E qual a receita para uma carreira ainda em seus primeiros anos e já fortemente consolidada?

 “Como em qualquer profissão, o advogado também deve empreender. Empreender na área jurídica, buscar cada vez mais o aperfeiçoamento para que não faça um atendimento, uma defesa superficial e sim entregue uma solução com qualidade, com excelência para o problema do cliente. Esse é o diferencial que destaco para motivar os jovens advogados”, enfatiza o criminalista. E esse foi o assunto de seu último post no Diário de Influência onde afirma: “Na prática do Direito, deve haver um equilíbrio entre conhecimento, experiência e empatia”.

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