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Consórcio Guaicurus reclama de salários de R$ 120 mil pago aos interventores

Sistema de transporte terá custo de R$ 720 mil com a comissão de intervenção, o que equivale a 150 mil passagens, segundo o Consórcio

Quinta-feira, 16 Julho de 2026 - 15:59 | Redação


Consórcio Guaicurus reclama de salários de R$ 120 mil pago aos interventores
Transporte público da Capital está sob intervenção da prefeitura (Foto: Arquivo/DD)

O Consórcio Guaicurus distribuiu nota à imprensa nesta quinta-feira, dia 16 de julho, na qual reclama dos salários pagos aos quatro membros da comissão da Comissão de Intervenção nomeada pela prefeitura de Campo Grande (MS).

"Mesmo diante de um cenário em que a tarifa do transporte público em Campo Grande não cobre as despesas operacionais, a Prefeitura decidiu que as empresas do Consórcio deverão pagar R$ 30 mil de salário para cada um dos quatro membros da Comissão de Intervenção", afirma a nota.

O Consórcio Guaicurus está sob intervenção da prefeitura – após determinação judicial – desde 16 de junho. Nesta quinta-feira, 16, teve início o processo disciplinar que decidirá se a gestão do transporte será devolvida ao consórcio, ou se o caminho adotado será outro, como penalidades e até o rompimento do contrato. 

Conforme explicação do Consórcio Guaicurus, apenas um único executivo tinha remuneração nesse patamar antes da intervenção. "A Prefeitura criou uma despesa quatro vezes maior para fazer o mesmo trabalho de gestão do Sistema. Essa conta vai custar R$ 120 mil por mês a um sistema que já está em crise financeira. A despesa com os interventores sairá do bolso da população que utiliza o transporte público da capital", aponta.

Na nota, o Consórcio menciona que a decisão consta do Decreto nº 16.695/2026, publicado ontem em edição extraordinária do Diário Oficial do Município. A intervenção, segundo determinação do Executivo municipal, deve durar 180 dias (seis meses). Ao fim desse prazo, cada um dos quatro integrantes indicados pela Prefeitura irá receber R$ 180 mil até dezembro, quando está previsto o término do processo.

"No total, o Sistema de Transporte Público de Campo Grande – que já está sem condições de investimento, conforme alertado diversas vezes – terá um custo de R$ 720 mil com a comissão. Esse montante equivale a quase 150 mil passagens de ônibus pagas pelos passageiros locais", calcula o Consórcio.

Ainda de acordo com o Consórcio, o valor também é praticamente o mesmo que o sistema precisa desembolsar diariamente para a compra de diesel, combustível fundamental para a operação da frota. Vale destacar que a comissão de gestores está comprando o combustível à vista devido à falta de credibilidade da intervenção. 

Outro lado - A redação entrou em contato com a prefeitura de Campo Grande. Porém, até a publicação desta nota não obteve retorno a respeito da crítica feita pelo Consórcio Guaicurus. O espaço segue aberto.

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