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Com 150 doentes, poder público tenta conter avanço do Aedes em áreas indígenas

Reunião com Ministério da Saúde alinhou estratégias enquanto força-tarefa atua para ampliar controle do Aedes

Segunda-feira, 16 Março de 2026 - 15:00 | Redação


Com 150 doentes, poder público tenta conter avanço do Aedes em áreas indígenas
(Foto: Divulgação)

As larvas do Aedes aegypti aparecem em vários recipientes cheios de água parada em aldeias indígenas da região de Dourados e Itaporã, em Mato Grosso do Sul. O resultado da presença massiva do mosquito foi a confirmação de 150 casos positivos na reserva, com outros em análise. Três pessoas morreram.

Em Dourados, essa transmissão ativa dentro das aldeias, o que tem pressionado os serviços de saúde locais. A região conta com 21.355 indígenas atendidos por 4 unidades básicas de saúde e 6 equipes, número que vem sendo pressionado diante da demanda crescente.

O Governo de Mato Grosso do Sul, por meio da SES (Secretaria de Estado de Saúde), intensificou nos últimos dias as ações de enfrentamento às arboviroses em aldeias indígenas da região de Dourados e Itaporã. 

A mobilização foi discutida em reunião com participação do Ministério da Saúde, da Sesai e do DSEI (Distrito Sanitário Especial Indígena), além da Força Nacional do SUS, do HU/UFGD, de representantes das secretarias municipais de Dourados e Itaporã e lideranças locais.

No contexto epidemiológico, sistemas de notificação de agravos apontam que 2026 tem registrado alta incidência de casos de Chikungunya, superior ao mesmo período de 2025. O vídeo abaixo mostra as larvas encontradas na aldeia em Dourados.

 

Mutirão - “Ao mesmo tempo em que temos que assegurar a linha assistencial na linha de cuidado, é preciso com urgência fazermos o controle vetorial em toda a região”, explica a secretária-adjunta de Estado de Saúde, Crhistinne Maymone.

Com base nessa premissa, entre os dias 9 e 11 de março foi realizado um mutirão nas aldeias Jaguapiru e Bororó, que mobilizou cerca de 100 profissionais e trouxe resultados expressivos.

Em 3 dias de ação, foram vistoriados 2.355 imóveis na região, com 589 focos do mosquito Aedes aegypti, sendo 90% deles identificados principalmente em pneus, caixas d’água e lixo. Os números da ação totalizaram:

- Imóveis trabalhados: 2.355
- Imóveis tratados: 1.156
- Focos encontrados: 589 (90% em caixas d’água, lixo e pneus)
- Imóveis borrifados com máquina costal motorizada:43
- Aplicação de inseticida com 02 LECOS
- Agentes de endemias envolvidos: 77
- Agentes de saúde indígena: 20

150 doentes e três mortos em aldeia
(Foto: Divulgação)

As equipes atuaram de forma integrada, realizando inspeções, aplicação de larvicidas e inseticidas, além da instalação de ovitrampas para monitoramento. O trabalho contou com apoio da Secretaria de Obras para garantir logística e transporte.

União de esforços - Durante a reunião virtual com o Ministério da Saúde, a secretária-adjunta da SES destacou que o enfrentamento exige integração. “Estamos diante de uma situação que exige união de esforços. O Estado está 100% disponível para apoiar e coordenar junto aos municípios e ao Ministério da Saúde, para ultrapassarmos esse momento emergencial”, pontuou.

Na reunião, a SES reforçou o compromisso do Governo de MS em atuar de forma conjunta, sem apontar responsabilidades, mas buscando soluções práticas e imediatas para proteger a população indígena.

Próximos passos - O Governo do Estado e a SES seguem acompanhando o cenário epidemiológico e apoiando os municípios em medidas de prevenção e controle. A prioridade é assegurar tanto o atendimento à população quanto a eliminação de criadouros do mosquito Aedes aegypti, com foco em caixas d’água, pneus e acúmulo de lixo.

Novas ações estão previstas para as próximas semanas, sempre em parceria com o Ministério da Saúde, Sesai, DSEI e as lideranças indígenas, SMS de Dourados e Itaporã, HU/UFGD, garantindo que o enfrentamento às arboviroses seja contínuo e efetivo.

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