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Cinco dicas práticas para economizar e fazer o dinheiro render
Especialista alerta para o risco de elevar o padrão de consumo a cada aumento de renda e ensina como poupar com consciência e propósito
Sábado, 03 Janeiro de 2026 - 17:30 | Sandra Salvatierre

Viver bem vai muito além de aparentar conforto. Em um cenário em que as redes sociais amplificam estilos de vida idealizados e o consumo é constantemente incentivado, manter um padrão elevado costuma ser confundido com sucesso. No entanto, quando esse comportamento não vem acompanhado de organização e consciência financeira, o custo pode ser alto e emocional, profissional e até físico.
Uma pesquisa da plataforma Creditas Benefícios, em parceria com o Opinion Box, evidencia essa relação entre dinheiro e bem-estar. Segundo o levantamento, 71% dos brasileiros afirmam trabalhar melhor quando estão com as contas em dia, enquanto 64% relatam dificuldades para cumprir tarefas básicas da rotina profissional quando estão endividados, como manter a produtividade ou chegar no horário. O impacto também atinge a saúde mental: 66% dizem que problemas financeiros geram estresse, ansiedade e até insônia.
Para a contadora e mentora em finanças pessoais e carreira Adriana Melo, esse cenário reflete um comportamento recorrente: a manutenção de padrões de consumo incompatíveis com a real capacidade financeira. “As pessoas vivem no automático, consumindo por hábito, impulso ou comparação. O resultado é uma rotina financeira frágil, mesmo com renda alta. O problema não está no quanto se ganha, mas no quanto se ignora para onde o dinheiro está indo”, afirma.
Segundo a especialista, mais do que simplesmente cortar gastos, é essencial compreender o que realmente sustenta o padrão de vida e o que apenas ocupa espaço no orçamento sem gerar valor. “Economizar não é abrir mão do que importa, mas manter o essencial com equilíbrio e propósito. O objetivo deve ser viver com segurança e autonomia, não apenas parecer bem enquanto se vive no limite”, ressalta.
Com base nessa visão, Adriana reuniu cinco orientações práticas para quem deseja preservar a qualidade de vida sem comprometer o futuro financeiro.
Cinco dicas para gastar melhor e poupar com inteligência
1. Mantenha o padrão, mas reveja os excessos invisíveis
Não é preciso abrir mão do que se gosta, mas é fundamental saber exatamente quanto custa o estilo de vida atual. Despesas recorrentes aparentemente inofensivas como assinaturas pouco usadas, planos esquecidos, delivery frequente e múltiplos serviços de streaming, quando somadas, podem comprometer grande parte do orçamento.
“O desafio não é gastar, e sim gastar sem perceber. Revisar esses excessos permite manter o que realmente importa com mais tranquilidade”, explica.
2. Desconfie do que vem embalado como presente
Curadorias personalizadas, embalagens sofisticadas e a sensação de exclusividade fazem parte de estratégias de venda pensadas para estimular o impulso. Esse modelo, comum em grifes de luxo, também se espalhou para outros segmentos.
“O problema não é o serviço, mas quando você se torna refém da meta de um bom vendedor. Comprar deve ser uma decisão sua, não da loja que bate à sua porta”, alerta.
3. Evite parcelar a vida e antecipe o consumo
Parcelar cria uma falsa sensação de controle, mas compromete a renda futura. Sempre que possível, a orientação é se organizar para comprar à vista.
“O pagamento imediato torna a decisão mais racional e evita o acúmulo de parcelas. Quem aprende a esperar passa a consumir com mais liberdade, e não com culpa”, observa Adriana.
4. Tenha metas claras: riqueza é, muitas vezes, o dinheiro que não foi gasto
Poupar sem objetivo tende a perder sentido. Quando há uma meta — como cuidar da família, mudar de carreira ou conquistar um imóvel —, o esforço ganha propósito.
“Mesmo valores pequenos, quando poupados com intenção, fortalecem a disciplina e o senso de progresso. Quem não tem metas vive reagindo aos impulsos do momento”, destaca.
5. Atualize o estilo de vida com consciência
O aumento de renda costuma vir acompanhado do chamado “efeito elástico”: mais ganhos, mais gastos. O risco surge quando toda melhora salarial vira compromisso fixo.
“Antes de transformar um aumento em novo padrão de vida, quite dívidas, construa uma reserva e invista em formação. Subir o padrão é válido, desde que seja uma escolha consciente e sustentável. A liberdade financeira não vem do contracheque, mas do que se faz com ele”, conclui Adriana Melo.
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