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Cinco dicas para manter a alimentação equilibrada nas férias escolares
Nutricionista alerta para o consumo excessivo de ultraprocessados entre crianças e adolescentes e reforça a importância da participação da família
Sábado, 10 Janeiro de 2026 - 09:57 | Sandra Salvatierre

Durante as férias escolares, a mudança na rotina exige atenção redobrada com a alimentação de crianças e adolescentes. Dados do Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (Enani) mostram que 20,5% da alimentação de crianças entre seis meses e dois anos já é composta por alimentos com alta concentração de gordura, açúcar, sódio e aditivos, os chamados ultraprocessados. Entre os itens mais consumidos nessa faixa etária estão biscoitos, doces e farinhas instantâneas.
“Nas férias, os cuidados com a alimentação equilibrada precisam ser ainda maiores”, afirma a nutricionista Cynthia Howlett, especializada em nutrição esportiva e coordenadora de Projetos Educacionais e Sustentáveis da Sanutrin. Segundo ela, os dados reforçam a necessidade de acompanhamento na formação de hábitos alimentares saudáveis desde a primeira infância.
De acordo com a especialista, os lanches representam um dos principais desafios. “Por falta de tempo, muitos pais acabam optando pelo mais prático, como biscoitos recheados. O problema é que, quando essas crianças chegam ao ensino fundamental, o consumo de ultraprocessados aumenta significativamente e, com ele, crescem os casos de obesidade, diabetes e hipertensão em idades cada vez mais precoces”, alerta.
Além do exemplo dado pelos adultos, Cynthia destaca a importância de envolver as crianças nas decisões alimentares durante o período de férias. Para ela, acordos simples tornam o processo mais participativo e menos impositivo. “Combinar quantas cores vão no prato, permitir que a criança escolha o lanche em um dia da semana, montar juntos a lancheira e escolher as frutas são atitudes que motivam e fortalecem o vínculo entre pais e filhos”, orienta.

(Foto: Divulgação)
Cinco dicas para uma alimentação mais equilibrada
Dê o exemplo
Comer junto, escolher os mesmos alimentos e demonstrar bons hábitos é a forma mais eficaz de incentivo.
Torne o momento prazeroso
Transforme as refeições em experiências divertidas, como piqueniques, oficinas culinárias ou visitas à feira, aproximando a criança dos alimentos naturais.
Evite pressão
A alimentação não deve gerar traumas ou sentimentos negativos. Criar boas memórias à mesa contribui para uma relação saudável com a comida.
Reduza ultraprocessados na introdução alimentar
Evite oferecer açúcar, gorduras e produtos industrializados nesse período, pois eles interferem no paladar e nos hábitos ao longo da vida.
Prolongue a ausência do açúcar
O ideal é evitar açúcar até os dois anos e, se possível, estender essa restrição até os quatro, priorizando alimentos naturais e minimamente processados.
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