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Cinco casos de “falso sequestro” registrados no MS
Quarta-feira, 03 Julho de 2019 - 09:15 | Redação
De março até junho de 2019, cinco casos de falsos sequestros foram registrados em Mato Grosso do Sul. Segundo o delegado titular da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) Reginaldo Salomão os casos de ‘Falsos Sequestros” voltaram a crescer na Capital.
Grande maiorias das pessoas envolvidas nesse tipo de crime são membros de facções criminosas que estão presas, mesmo assim continuam atuando no crime.
Delegado Salomão orienta a população a não cair no golpe, não entrar em pânico e acionar a polícia assim que perceber que se trata de golpe. A grande maioria dos crimes uma mulher estava do outro lado do telefone pedindo socorro e uma segunda pessoa ameaçando e pedindo dinheiro. Nesse momento é importante não passar nenhuma informação.
O delegado orienta ser importante que a pessoa tenha canais de comunicação com seus familiares, pois é difícil o sequestro relâmpago com resgate em conta corrente como vem ocorrendo, mas possível para entrega de dinheiro pessoalmente. Assim pequenas senhas, como sempre começar a conversa com uma saudação combinada, mesmo que seja “bença mãe”, pode evitar a dúvida de com quem se está falando.
Os autores do golpe têm exigido que se rasgue o comprovante de depósito efetuado, como forma de dificultar a investigação da polícia, e muitas vítimas têm agido assim. O delegado orienta que ao entrar na lotérica se aposse de outros papeis, como volantes de jogos e os rasque no lugar do comprovante se acreditar mesmo que está sendo seguida.
Importante:
1 – Mantenha canais de comunicação com filhos e parentes em geral (em especial adolescentes), nunca comece uma conversação informando onde está, nome de parentes, sempre questione, quem e por que quer saber. No primeiro contato trate o “filho falso” por nome diferente e se ele atender tenha convicção de que se trata de golpe;
2 – Sempre exija, para o caso de fato ser verídico, prova de que aquela pessoa é mesmo quem diz ser, perguntando sobre algo bem pessoal, roupa, nome da madrinha, data especial, cicatriz, etc.
3 – Sempre comunique segunda pessoa para que esta tente entrar em contato com a vítima sequestrada e verificar a veracidade do fato;
4 – Salve no celular os números utilizados pelo perpetrador;
5 – Avise imediatamente a polícia, muitas das vezes se consegue bloquear a conta corrente e recuperar o ativo repassado aos criminosos;
6 – A exigência do depósito indica que o criminoso está distante e não possui ele mesmo condições de receber o dinheiro, por isso alguém vai se arriscar indo até o banco, se a informação chegar a polícia, ainda durante as ligações é possível prender o autor em flagrante, ainda que em outro Estado;
7 – Essa modalidade de golpe vem e vai a pena de sequestro é muito alta para que marginais se arrisquem por quantias exíguas;
8 – Por fim sempre negocie, informe que está distante do banco, pergunte onde é a agência mais próxima, pois na maioria das vezes o perpetrador se encontra preso, é de outro Estado e terá dificuldade em responder, contudo, ele pode contar com colega de cela que seja do nosso Estado, e nessa situação pode se afirmar que tal agência fechou, de toda forma importante ganhar tempo;
9 – Passe propositadamente informações erradas ao caixa da lotérica ou do banco, isso dará tempo a segunda pessoa localizar a pessoa que em tese está sequestrada.
As precauções não se encerram aí, mas em linhas gerais pode-se ganhar tempo até se ter a certeza de que ninguém foi sequestrado.
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