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Centro Universitário cria máscaras de proteção no laboratório de Engenharia
Sábado, 09 Maio de 2020 - 09:10 | Redação
O Centro Universitário Anhanguera de Campo Grande está produzindo máscaras faciais de segurança aos profissionais que estão trabalhando à frente da pandemia de Covid-19, um trabalho que une a tecnologia ao compromisso social. Até o momento, 20 unidades já estão prontas, e a previsão é confeccionar mais de 60 nos próximos dias. Todas as máscaras serão doadas à Santa Casa da cidade.
Realizada dentro do laboratório de manufatura dos cursos de Engenharia, a ação envolve o uso da impressora 3D para produzir e imprimir peças para a confecção da máscara-escudo (faceshield), um equipamento de proteção individual (EPI) complementar às máscaras do tipo N95, comumente usada pelos profissionais de saúde para isolar a boca e o nariz.
“Antes do período de distanciamento social, o laboratório era local de aulas práticas dos cursos de Engenharia Mecânica e Engenharia de Controle e Automação, com ações que envolviam a fabricação de peças com equipamentos alinhados à tecnologia das indústrias. Diante da luta contra o coronavírus, vimos uma oportunidade de contribuir com essa causa,utilizando a infraestrutura de ensino acadêmico e a equipe da instituição”, explicou a professora da Anhanguera, Marcela Onizuka.
A produção das máscaras, que começou no último mês, contou com dedicação dos técnicos de Engenharia da Anhanguera de Campo Grande, Flavio Francoso e Kleber Bogarim. A ação ainda tem a participação de professores voluntários da instituição,que doaram a matéria-prima e estão auxiliando na montagem dos protetores faciais. “Também tivemos a parceria do engenheiro João Carlos Siqueira, da empresa Eng – Soluções Tecnológicas, que colaborou com parte dos insumos utilizados para confeccionar as peças da faceshield”, complementou a professora Marcela.
A produção do EPI segue o modelo padrão internacional, composto por três elementos: a placa de acetato transparente (viseira); uma “tiara” com pontos de sustentação, produzida pela impressora 3D; e um elástico que ajuda a prender o equipamento à face.
De acordo com o professor Nilson Oliveira Narezi, do curso Fisioterapia da instituição, esse tipo de protetor facial “evita o contato com gotículas, salivas e fluídos nasais que possam atingir o rosto, o nariz, a boca e os olhos. Ela é indicada para profissionais da saúde, como médicos, enfermeiros, dentistas e outros que trabalham em hospitais, clínicas, unidades de saúde e que estejam na linha de frente no combate ao coronavírus. Outra vantagem é que pode ser facilmente higienizada com álcool 70% ou hipoclorito de sódio. Desta forma, a reutilização não tem limitação”, esclarece o professor.
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