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Centro monitora água e esgoto 24h em Campo Grande

CCO da concessionária acompanha em tempo real 573 pontos do sistema e antecipa falhas antes que cheguem à população

Segunda-feira, 16 Fevereiro de 2026 - 17:33 | Sandra Salvatierre


Centro monitora água e esgoto 24h em Campo Grande
Em janeiro, aproximadamente 40 mil comandos operacionais, como acionamento de bombas e ajustes de válvulas foram realizados remotamente pelo CCO. (Foto: Divulgação)

Abrir a torneira e confiar no fluxo contínuo da água é um gesto automático. O mesmo ocorre quando o esgoto desaparece pelo ralo sem sobressaltos. Por trás dessa rotina invisível, porém, existe uma engrenagem tecnológica que opera sem pausa em Campo Grande.

No Centro de Controle de Operações (CCO) da Águas Guariroba, toda a estrutura de abastecimento e esgotamento sanitário da cidade é acompanhada em tempo real, 24 horas por dia. Estações de captação, reservatórios, unidades de tratamento, redes de distribuição e elevatórias aparecem nas telas que concentram dados estratégicos da concessionária.

É desse núcleo que partem as decisões operacionais. A equipe monitora pressão, vazão, níveis de reservatórios e desempenho de bombas, identificando qualquer desvio do padrão antes que ele se transforme em transtorno. “A função do CCO é antecipar a crise e realizar manobras que evitem que os clientes tenham falta d’água ou problemas na captação de esgoto. Muitos serviços são gerados por identificação interna, não por chamados externos”, afirma Guilherme Pereira, supervisor do centro.

Centro monitora água e esgoto 24h em Campo Grande
O sistema reúne informações instantâneas sobre pontos críticos de pressão (PCPs), status de bombas e distribuição.
(Foto: Divulgação)

Estratégia orientada por dados

O ambiente reúne dez telas conectadas ao sistema supervisório, alimentado por cerca de 1.200 sensores espalhados pela cidade. Mapas digitais da rede, gráficos de pressão, níveis de reservatórios e alertas automáticos compõem o painel de vigilância permanente.

O sistema reúne informações instantâneas sobre pontos críticos de pressão (PCPs), status de bombas e distribuição. Softwares de automação auxiliam na detecção de falhas e na redução de perdas. Durante o dia, oito profissionais entre controladores, analistas e coordenação mantêm a operação ativa; à noite, dois controladores asseguram a continuidade do monitoramento.

Atualmente, o CCO acompanha 573 pontos do sistema de água, incluindo 156 poços (18 superpoços), 121 reservatórios, 61 estações elevatórias de água tratada, duas elevatórias de água bruta, 38 pontos críticos de pressão, 77 válvulas redutoras e 91 loggers. No esgotamento sanitário, são monitoradas 27 elevatórias e duas estações de tratamento.

O centro também integra dados meteorológicos em tempo real, por meio do Climatempo, permitindo antecipar impactos de chuvas intensas. Cerca de 25 câmeras reforçam o acompanhamento de áreas estratégicas.

Números que traduzem prevenção

Em janeiro, aproximadamente 40 mil comandos operacionais, como acionamento de bombas e ajustes de válvulas foram realizados remotamente pelo CCO. No mesmo período, o sistema registrou cerca de 21 mil alertas, todos analisados pela equipe técnica.

Sem esse acompanhamento contínuo, falhas seriam percebidas apenas quando já afetassem a população, seja por desabastecimento, vazamentos ou extravasamentos. Com a lógica invertida, o problema surge primeiro nos dados. A partir daí, as equipes de campo são acionadas de forma direcionada, com rapidez e precisão.

Mais do que uma sala repleta de telas, o CCO funciona como o cérebro operacional do sistema. É ali que informação se transforma em decisão e decisão, em serviço que chega, silencioso, à torneira de cada morador.

 

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