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Casa da Mulher Brasileira de Campo Grande vira modelo nacional

Capacidade de articulação entre os órgãos de proteção e a atualização dos serviços oferecidos foram elogiados

Terça-feira, 04 Agosto de 2026 - 14:56 | Redação


Casa da Mulher Brasileira de Campo Grande vira modelo nacional
A visita coincidiu com o marco de 20 anos da Lei Maria da Penha. (Foto: Divulgação)

O Governo Federal reconheceu o modelo de enfrentamento à violência contra as mulheres de Campo Grande, nesta segunda-feira (03). A secretária nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres, Estela Bezerra, e a coordenadora-geral de Fortalecimento da Rede de Atendimento, Maura Lúcia de Souza, vistoriaram a estrutura municipal.

Durante a agenda, a secretária nacional elogiou a capacidade de articulação entre os órgãos de proteção e a atualização dos serviços oferecidos pela Casa da Mulher Brasileira às vítimas na capital sul-mato-grossense. “Campo Grande é uma referência da Casa da Mulher Brasileira e também da melhor estratégia de manutenção e atualização das diretrizes desse equipamento. Encontramos uma estrutura em expansão, com duas Varas de Violência Doméstica funcionando no mesmo espaço, Ministério Público, Defensoria Pública e uma equipe com mais de 200 profissionais. É um modelo de funcionalidade e de resultados que buscamos preservar e fortalecer”, afirmou Estela Bezerra.

Casa da Mulher Brasileira de Campo Grande vira modelo nacional
Secretária nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres, Estela Bezerra, ao lado da Secretária Executiva da Mulher, Angélica Fontanari. (Foto: Divulgação) 

A representante do Ministério das Mulheres ressaltou que o combate efetivo exige mais do que a punição do agressor, ele precisa englobar a autonomia econômica, o resgate da autoestima e o fortalecimento social para romper definitivamente o ciclo de agressões.

A Lei Maria da Penha, que completou 20 anos, estruturou a criação de delegacias especializadas, varas de violência doméstica e instituiu as medidas protetivas de urgência, promovendo mudanças estruturais na defesa feminina no Brasil.

A secretária executiva da Mulher de Campo Grande, Angélica Fontanari, pontuou que o destaque nacional reflete a união das instituições públicas da cidade, que atuam de forma coordenada por meio de um colegiado gestor. “Essa integração possibilitou a realização de um seminário de abrangência nacional e evidencia que o enfrentamento à violência contra as mulheres é um trabalho contínuo, desenvolvido durante todo o ano, e não apenas no Agosto Lilás”, explicou Angélica.

 

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