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Campo Grande registra menor taxa de gravidez na adolescência em uma década
Índice cai para 9,58% em 2025 e resultado é atribuído ao fortalecimento do pré-natal e ao apoio técnico do Hospital Albert Einstein
Quarta-feira, 04 Fevereiro de 2026 - 14:32 | Sandra Salvatierre

Campo Grande alcançou, em 2025, a menor taxa de gravidez na adolescência dos últimos dez anos. Até outubro, o percentual de nascidos vivos de mães adolescentes ficou em 9,58%, índice abaixo das médias estadual e nacional e que consolida uma tendência histórica de queda no município.
O resultado é atribuído ao fortalecimento do pré-natal, à ampliação do acesso a métodos contraceptivos de longa duração e à reorganização da Atenção Primária à Saúde, que passou a contar com apoio técnico do Hospital Israelita Albert Einstein.
Os avanços ganham ainda mais relevância durante a Semana Nacional de Prevenção da Gravidez na Adolescência, realizada de 1º a 8 de fevereiro, instituída pela Lei nº 13.798/2019, com foco na disseminação de informações preventivas, educativas e sobre métodos contraceptivos.
Desde julho de 2024, a Secretaria Municipal de Saúde integra o PlanificaSUS, iniciativa que conta com apoio técnico do Hospital Albert Einstein para qualificar processos na rede municipal. Recentemente, especialistas da instituição estiveram no município para monitorar a aplicação do modelo, que prioriza o fortalecimento do pré-natal e a integração entre a Atenção Primária e os serviços especializados.

(Foto: Divulgação)
Na prática, o PlanificaSUS atua diretamente na rotina das equipes de saúde da família e dos ambulatórios especializados, com foco na reorganização de fluxos, no aperfeiçoamento de rotinas e no acompanhamento mais qualificado de gestantes e crianças.
“Trabalhamos junto com as equipes para que reconheçam oportunidades de melhoria em seus próprios processos, como o cadastro da população e o acompanhamento das gestantes no território. Isso permite programar melhor o cuidado, otimizar recursos e alcançar maior estabilidade clínica, reduzindo internações e a procura por pronto-socorro”, explica o especialista de Projetos do Hospital Albert Einstein, Dorival Pereira Junior.

(Foto: Divulgação)
Um dos eixos do trabalho em Campo Grande é a qualificação do pré-natal e do acompanhamento infantil, com identificação precoce das gestantes e integração mais eficiente entre a Atenção Primária e os serviços especializados. Nesse contexto, o município avança na reorganização do ambulatório responsável pelo atendimento de gestantes de alto risco, com foco em maior agilidade e resolutividade.
Para a superintendente de Atenção Primária à Saúde da Sesau, Ana Paula Resende, os dados refletem uma mudança estrutural na organização do cuidado.
“Os resultados são fruto de um trabalho técnico consistente, que une planejamento, capacitação das equipes e apoio institucional de uma referência como o Hospital Albert Einstein. O PlanificaSUS tem sido fundamental para qualificar o pré-natal, fortalecer a atenção materno-infantil e reduzir agravos evitáveis”, destaca.
Entre janeiro e outubro de 2025, foram registrados 10.055 nascidos vivos no município, sendo 959 de mães adolescentes. No mesmo período de 2024, a taxa foi de 10,42%. Em 2015, o índice chegou a 16,03%, o que evidencia a trajetória contínua de redução.
Outro indicador relevante é a ampliação do acesso a métodos contraceptivos de longa duração. Em 2025, o município realizou 457 inserções de implante subdérmico, crescimento de 657,5% em relação ao ano anterior. Entre adolescentes de 10 a 19 anos, foram 192 procedimentos, aumento de 2.300% na comparação com 2024.

(Foto: Digulgação)
A ampliação da oferta se soma aos demais métodos já disponíveis na rede municipal, como DIU de cobre e hormonal, preservativos internos e externos, pílula anticoncepcional, injeções mensais e trimestrais, além de laqueadura e vasectomia, assegurando atendimento individualizado e orientado pelas necessidades de cada pessoa e família.
O crescimento está diretamente ligado à descentralização da oferta nas unidades de saúde, à capacitação de médicos e enfermeiros e à incorporação do implante subdérmico como prática rotineira na Atenção Primária, em consonância com as diretrizes do PlanificaSUS.

(Foto: Divulgação)
Para o Hospital Albert Einstein, a experiência em Campo Grande reforça o papel do apoio institucional no fortalecimento do SUS. “Levamos nossa experiência em gestão, organização de processos e melhoria da assistência para diferentes realidades do país, sempre respeitando o contexto local. Campo Grande tem avançado de forma consistente nesse caminho”, conclui Dorival.
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