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Brasil registra recorde e fecha 2025 com alta de 4,6% nas atividades turísticas

Indicador do IBGE alcança maior patamar da série histórica e consolida quinto ano consecutivo de expansão no setor

Sábado, 14 Fevereiro de 2026 - 14:30 | Sandra Salvatierre


Brasil registra recorde e fecha 2025 com alta de 4,6% nas atividades turísticas
O indicador reúne 22 atividades entre as 166 pesquisadas, incluindo hospedagem, agenciamento de viagens, serviços de bufê e transporte aéreo de passageiros. (Foto: Sandra Salvatierre)

O setor de turismo no Brasil encerrou 2025 no nível mais elevado desde o início da série histórica, iniciada em 2011. O Índice de Atividades Turísticas (Iatur) acumulou crescimento de 4,6% em relação ao ano anterior, consolidando o melhor desempenho dos últimos 14 anos.

Os dados integram a Pesquisa Mensal de Serviços, divulgada no dia (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que monitora o comportamento de segmentos ligados direta e indiretamente ao turismo.

O indicador reúne 22 atividades entre as 166 pesquisadas, incluindo hospedagem, agenciamento de viagens, serviços de bufê e transporte aéreo de passageiros, compondo um retrato amplo da cadeia turística nacional.

Em dezembro de 2025, o nível de atividade ficou 13,8% acima do registrado no período anterior à pandemia, em fevereiro de 2020, reforçando a recuperação estrutural do setor após as restrições sanitárias e econômicas.

O avanço de 2025 representa o quinto ano seguido de crescimento. Após a forte retração observada em 2020, o setor passou por dois anos de recuperação acelerada e, mais recentemente, entrou em uma fase de expansão mais moderada, porém sustentada.

Entre os principais vetores de crescimento no último ano estão o transporte aéreo de passageiros, os serviços de alimentação para eventos, além das reservas de hospedagem e da rede hoteleira, segundo o IBGE.

O levantamento abrange 17 unidades da federação. Em 2025, 14 estados apresentaram desempenho positivo, com destaque para São Paulo, Paraná, Bahia, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, que concentraram as maiores contribuições para o resultado nacional.

Apesar de não liderar a taxa percentual, São Paulo teve o maior peso na formação do índice, em razão da relevância econômica do estado na composição do Iatur.

Na outra ponta, Minas Gerais, Mato Grosso e Goiás encerraram o ano com variação negativa no indicador, refletindo retração nas atividades turísticas locais.

No Norte do país, o Pará registrou expansão acima da média nacional, impulsionado pela realização da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), realizada em novembro. O IBGE ressalta, contudo, que o impacto do evento foi pontual, o que explica um crescimento inferior ao observado no ano anterior.

No recorte mais amplo do setor de serviços, que engloba todas as 166 atividades pesquisadas, o crescimento em 2025 foi de 2,8%, mantendo a trajetória de alta pelo quinto ano consecutivo. Entre os segmentos com maior influência estão serviços digitais, transporte aéreo, logística rodoviária, publicidade e tecnologia da informação.

Comportamento do Iatur nos últimos anos:

2020: -36,7%,
2021: 22,2%;
2022: 29,9%;
2023:7,2%;
2024: 3,6%;
2025: 4,6%.

Com o resultado de dezembro, o volume total de serviços permanece próximo do recorde histórico, além de operar significativamente acima do nível observado antes da pandemia.

 

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