Geral
Bolsonaro critica decisão do STF de criminalizar homofobia
Sexta-feira, 14 Junho de 2019 - 15:57 | Redação
O presidente Jair Bolsonaro classificou como hoje (14) como "equivocada" a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) em criminalizar a homofobia como forma de racismo. Ao finalizar o julgamento da questão, na tarde de ontem (13), a Corte declarou a omissão do Congresso em aprovar a matéria e determinou que casos de agressões contra o público LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, transexuais e travestis) sejam enquadrados como crime de racismo até que uma norma específica seja aprovada pelo Poder Legislativo.
"Com todo respeito, mas decisão do Supremo é completamente equivocada. Além de estar legislando, está aprofundando a luta de classes", disse durante café da manhã com jornalistas, no Palácio do Planalto. Por 8 votos a 3, os ministros do STF entenderam, no julgamento, que o Congresso não pode deixar de tomar as medidas legislativas que foram determinadas pela Constituição para combater atos de discriminação. A maioria também afirmou que a Corte não está legislando, mas apenas determinando o cumprimento da Constituição.
Na visão de Bolsonaro, a decisão do STF pode ser prejudicial à própria população LGBT. "Prejudica o próprio homossexual, porque se o dono de um empresa for contratá-lo, vai pensar duas vezes em fazer isso já que se fizer uma piada isso pode ser levado para a Justiça".
O presidente também argumentou que a decisão poderia ferir a liberdade religiosa, já que parte dos cristãos interpreta a homossexualidade como algo repelido em textos bíblicos. Entretanto, de acordo com a decisão do STF, religiosos e fiéis não poderão ser punidos por racismo ao externarem suas convicções doutrinárias sobre orientação sexual, desde que suas manifestações não configurem discurso discriminatório.
Ministro evangélico - Bolsonaro disse ainda que se houvesse um ministro evangélico no STF, esse julgamento poderia não ter avançado. "O cara pede vista [mais tempo para análise] de processo e senta em cima dele". Até 2022, o presidente da República poderá indicar nomes para pelo menos duas vagas na corte, que serão aberta com a aposentadoria compulsória dos ministros Marco Aurélio e Celso de Mello.
Últimas Notícias
- Economia - 19:00 Petrobras supera projeções e tem produção recorde em 2025
- Guia Lopes da Laguna - 18:50 Avô preso por estuprar neta entre 2013 e 2019
- Saúde - 18:32 Ebserh lança novo concurso para a área médica com vagas no Humap-UFMS
- Economia - 18:08 Pix volta a operar normalmente após instabilidade durante a tarde
- Campo Grande - 17:50 Florista tem olho atingido por estilhaços em meio a confronto da PM
- Investigação - 17:32 Polícia prende enfermeiros suspeitos de matar pacientes
- Sidrolândia - 17:09 Capturado criminoso de alta periculosidade
- Política - 16:45 Entenda como a legislação eleitoral trata as cotas de gênero nas eleições de 2026
- Carnaval - 16:35 ABC lança calendário oficial dos blocos de rua de Campo Grande para 2026
- Movimento - 16:16 Inscrições para workshop de escrita terminam nesta terça-feira

