Geral
Bioparque alcança a 100ª espécie reproduzida de forma natural
Local se consolida como maior banco genético vivo de água doce do mundo
Quinta-feira, 05 Março de 2026 - 13:27 | Redação

O Bioparque Pantanal, em Campo Grande (MS), atingiu um marco histórico para a conservação da biodiversidade aquática ao registrar a centésima reprodução de espécie sob cuidados humanos e de forma natural. O feito reforça o protagonismo do empreendimento público sul-mato-grossense, reconhecido como o único aquário a contabilizar a reprodução de 100 espécies diferentes nessas condições e se consolida como maior banco genético vivo de água doce do mundo.
Das 100 espécies reproduzidas, 32 são do bioma Pantanal, o maior número entre todos os biomas contemplados. O dado evidencia o compromisso direto da instituição com a conservação da maior planície alagável do mundo e fortalece a relevância da pauta ambiental em nível nacional.
O sucesso das reproduções é um indicativo claro de excelência nos parâmetros de qualidade de água, bem-estar animal, nutrição e manejo técnico.
Além do Pantanal, foram reproduzidas:
• 31 espécies da Amazônia
• 21 espécies do Cerrado
• 3 espécies da Mata Atlântica
• 1 espécie da Caatinga
• 8 espécies africanas
• 1 espécie asiática
• 1 espécie mexicana
• 2 espécies da Oceania

Outro dado que chama atenção da comunidade científica é que, das 100 reproduções, 29 são inéditas no mundo e 20 inéditas no Brasil, números que ampliam o reconhecimento internacional do Bioparque Pantanal no campo da pesquisa e da conservação ex situ, ou seja, de espécies que vivem fora de seu habitat natural.
A centésima reprodução foi de um Acará-porquinho, espécie que integra o plantel do Bioparque e simboliza esse momento histórico dentro do trabalho contínuo de conservação, um dos pilares do empreendimento.
Espécies ameaçadas reforçam importância do marco - Entre as espécies reproduzidas, três são classificadas como ameaçadas de extinção, tornando o marco ainda mais relevante.
Uma delas é o Cascudo-viola, espécie endêmica do rio Coxim, no interior de Mato Grosso do Sul, cuja preservação depende diretamente de iniciativas técnicas e científicas como as desenvolvidas no Bioparque.

Cascudo-viola, espécie ameaçada de extinção reproduzida no Bioparque Pantanal de forma inédita no mundo. Também integra a lista o Cascudo-cego, espécie adaptada a ambientes subterrâneos e extremamente sensível a alterações ambientais.
O terceiro destaque é o Axolote, anfíbio mexicano conhecido mundialmente por sua capacidade de regeneração e por despertar o interesse de crianças e jovens. A presença da espécie reforça, além do caráter conservacionista, o papel educativo do Bioparque Pantanal na formação de consciência ambiental entre os pequenos visitantes.
Laboratório vivo e berçário da biodiversidade - Grande parte dessas reproduções ocorre no Centro de Conservação de Peixes Neotropicais (CCPN). Considerado um verdadeiro berçário dentro do complexo de água doce. O espaço é dedicado ao manejo técnico, monitoramento e desenvolvimento das espécies, reunindo equipe especializada e protocolos científicos rigorosos.
O desempenho reprodutivo demonstra que o Bioparque oferece condições ideais para que as espécies expressem comportamentos naturais, fator essencial para a conservação de longo prazo.

Conservação além do lazer - Para a diretora-geral do Bioparque Pantanal, Maria Fernanda Balestieri, o marco reforça a essência do empreendimento.
“Esse número representa muito mais do que um resultado técnico. Ele simboliza ciência aplicada, cuidado com a vida e compromisso com a conservação da biodiversidade. Cada reprodução é uma vitória da pesquisa, da dedicação das nossas equipes e da missão do Bioparque de ser muito mais do que um espaço de contemplação, um verdadeiro centro de conservação e produção de conhecimento”.
Ainda segundo a diretora, os resultados impactam diretamente a percepção da sociedade sobre a importância da preservação. “O Bioparque é um espaço de conscientização. Quando a população conhece, se encanta e entende a relevância dessas espécies, cria-se uma rede de cuidado e preocupação com o meio ambiente. Esse é o nosso maior legado”.
Sob a coordenação do biólogo curador do Bioparque Pantanal, Heriberto Gimênes Junior, o feito ganha ainda mais relevância técnica. 95% dessas espécies foram reproduzidas de forma natural, ou seja, não foi utilizado hormônio ou algum tipo de indução. O Cascudo-viola, por exemplo produz poucos ovos, de 30 a 50 apenas, necessitando de cuidados específicos e equipe técnica especializada”.
Heriberto ainda destaca que o trabalho minucioso garante que os ovos serão desenvolvidos e servirão de material biológico e científico. “Os resultados servirão como base para publicações científicas e trabalhos de educação ambiental desenvolvidos aqui. Isso reforça que o Bioparque não é apenas um espaço para contemplação e sim um espaço voltado para o turismo científico”.
Últimas Notícias
- Nacional - 18:00 Projeto isenta comprador de veículo usado de pagar multas do antigo dono
- Saúde - 17:46 Processo de fluoteração da água avança etapa em MS
- Economia - 17:17 Mesmo com guerra, Ipea prevê crescimento de 1,8% do PIB
- Economia - 16:51 Caixa libera vale-recarga do programa Gás do Povo a 206 mil famílias
- Sistema Penal - 16:36 Agepen atualiza regras para visitas virtuais e amplia acesso de internos
- Meio Ambiente - 16:16 Escola do Pantanal conclui melhorias após prêmio nacional de sustentabilidade
- Empreenderorismo - 15:50 Sebrae/MS ofecere programa de capacitação para Startups
- Direitos Humanos - 15:33 Saiba quais são as novas leis que ampliam a proteção às mulheres
- Oportunidade - 15:15 IFMS divulga vagas para curso preparatório para rede pública de ensino
- Meio Ambiente - 14:55 Projeto de lei obriga informação sobre agrotóxico em rótulo de alimentos

