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Banheiro feminino exclusivo para mulheres biológicas pode virar lei na Capital
Projeto de lei foi aprovado com 13 votos favoráveis e 11 contrários, na Câmara de Vereadores
Quinta-feira, 16 Abril de 2026 - 13:00 | Redação

A Câmara Municipal de Campo Grande aprovou o projeto de lei do vereador André Salineiro (PL) que cria a Política Municipal de Proteção da Mulher, estabelecendo que banheiros femininos em espaços públicos sejam destinados exclusivamente a mulheres biológicas. O projeto foi aprovado com 13 votos favoráveis e 11 contrários, depois de um debate acalorado. Agora, o material segue para exame da prefeita da Capital que pode sancionar ou vetar a proposta.
A proposta também garante igualdade biológica de condições em testes de aptidão física em seleções e concursos públicos municipais, além de prever medidas voltadas à proteção da intimidade, segurança e dignidade das mulheres.
“Proteger as mulheres nunca deveria ser motivo de dúvida. Apresentei um projeto para garantir algo simples: que banheiros femininos sejam utilizados por mulheres biológicas. Isso é simples e óbvio, mas que precisa de lei para garantir direitos não só esse mas outros, que todas demoraram tanto para conquistar. Agora, parece que muitos são mitigados”, afirmou Salineiro.

Enquete - O Diário Digital colocou no ar uma enquete sobre o assunto. A pergunta é a seguinte: “Vereadores da Capital aprovaram projeto de lei que garante banheiro feminino exclusivo para mulheres biológicas em espaços públicos. Para você, a medida é:”. As opções de respostas são: Necessária; Desnecessária e Não sei dizer. Acesse a capa do site e participe.
Prevenção da violência - O vereador disse ainda que a medida é para prevenir violência. Ele citou situações que já ocorreram em outros países, em que que pais entram em luta corporal com pessoas trans para impedir a entrada no banheiro que as filhas estão usando.
O texto aprovado determina ainda que a Prefeitura de Campo Grande promova adaptações em estruturas públicas e fiscalize estabelecimentos particulares para assegurar o cumprimento das medidas. Além disso, a proposta prevê que o município não conceda apoio ou patrocínio a eventos esportivos que não considerem o sexo biológico das participantes.
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