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Azambuja abre rodada de entrevistas e defende que a escala 6x1 seja negociada entre trabalhadores e empregadores
"O trabalhador é que tem que escolher sua jornada de trabalho. Essas interferências do Estado é que atrapalham o crescimento do Brasil”, declarou.
Quarta-feira, 09 Setembro de 2026 - 10:11 | Thays Schneider

A TV MS Record deu início, nesta quarta-feira (9), à tradicional rodada de entrevistas com os candidatos ao Governo e ao Senado por Mato Grosso do Sul. Os primeiros entrevistados são os postulantes a uma das vagas no Senado Federal. Quem abriu a série foi Reinaldo Azambuja, candidato ao Senado por Mato Grosso do Sul nas Eleições de 2026 pelo Partido Liberal (PL).
Natural de Campo Grande, Azambuja possui uma trajetória de destaque na política sul-mato-grossense. Foi eleito deputado estadual em 2006 e deputado federal em 2010. Também ocupou os cargos de prefeito de Maracaju e governador de Mato Grosso do Sul.
Durante entrevista ao programa 1ª Edição, da Rádio FM Cidade 97 e do Diário Digital, Reinaldo Azambuja reafirmou o compromisso com os municípios de Mato Grosso do Sul e disse que, caso seja eleito, pretende atuar com foco na destinação de recursos para as cidades.
“Quero ser um senador municipalista, direcionar verbas aos municípios. Os gastos em Brasília estão altos e, com isso, o restante do país acaba sofrendo com a falta de investimentos”, afirmou.
Banco Master
Durante a entrevista, o candidato também comentou o escândalo envolvendo o Banco Master, que inclui investigações sobre supostas fraudes financeiras, emissão de títulos sem lastro e desvios que teriam contribuído para a liquidação extrajudicial da instituição pelo Banco Central, em novembro de 2025.
Segundo informações mencionadas durante a entrevista, investigações da Polícia Federal e discussões no âmbito da CPI do Crime Organizado apontam o envolvimento de diferentes agentes políticos e repasses de recursos para nomes do cenário nacional, além de conexões que estão sob análise envolvendo o Banco de Brasília.
Ao comentar o assunto, Azambuja fez críticas ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e defendeu uma atuação do Senado diante do caso.
“As provas mostram o rombo financeiro e o envolvimento de Alexandre de Moraes. Ele deveria pedir para deixar o Supremo Tribunal Federal. Mas, se isso não acontecer em fevereiro do ano que vem, o Senado vai intervir e fazer o seu trabalho de julgamento e punir os envolvidos”, afirmou o candidato.
Escala 6x1
Questionado sobre a proposta de mudança na escala de trabalho 6x1, modelo em que o trabalhador atua por seis dias consecutivos e tem um dia de descanso, Reinaldo Azambuja afirmou que não considera este o momento adequado para que os governantes discutam a medida.
Segundo ele, a definição da jornada deveria ocorrer por meio de negociação entre empregadores e trabalhadores, com menor interferência do Estado.
“Se tornou algo político, e eu sou a favor de o funcionário acordar com o patrão. A relação de trabalho tem que ser entre patrão e empregado. Tem que ser negociado entre os dois, não há por que ter interferência do Estado. As empresas brasileiras não aguentam essa substituição, essas lacunas. O trabalhador é que tem que escolher sua jornada de trabalho. Essas interferências do Estado é que atrapalham o crescimento do Brasil”, declarou.
Azambuja também afirmou que o país enfrenta dificuldades financeiras e citou a quantidade de estabelecimentos comerciais com placas de “aluga-se” e “vende-se” como um dos sinais da situação econômica.
Segurança pública e fronteira
A segurança pública também esteve entre os temas abordados durante a entrevista. O candidato criticou a atuação do Governo Federal na região de fronteira de Mato Grosso do Sul e defendeu maior participação da União no combate ao tráfico de drogas.
“Somos o Estado que mais apreende drogas. Nós somos um corredor de passagem. Se andarmos por nossas rodovias, vemos apenas a presença da polícia de Mato Grosso do Sul”, afirmou.
Compromisso com os municípios
Ao final da entrevista, Reinaldo Azambuja pediu o apoio da população sul-mato-grossense e voltou a destacar a proposta de atuar no Senado com foco nos municípios. O candidato afirmou que pretende buscar recursos e contribuir para a conclusão de projetos em Mato Grosso do Sul, destacando também sua experiência à frente do Governo do Estado e o trabalho que, segundo ele, teve caráter municipalista.
A rodada de entrevistas continua nesta quinta-feira (10), quando será a vez do candidato ao Senado Valter da Comagran, do Partido Renovação Democrática (PRD).
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