Geral
Audiência termina sem acordo e motoristas deixam plenário indignados
Desembargador reiterou a determinação do retorno de até 70% da frota de ônibus, o que revoltou os trabalhadores
Terça-feira, 16 Dezembro de 2025 - 18:30 | Redação

Terminou sem acordo a audiência de conciliação realizada no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), da 24ª Região, na tarde desta terça-feira, dia 16 de Dezembro, em Campo Grande (MS) entre motoristas de ônibus e o Consórcio Guaicurus. O desembargador César Palumbo Fernandes voltou a determinar o retorno parcial do motoristas de ônibus ao trabalho, o que eles rejeitam, já que estão com salários atrasados.
Diante do anúncio da decisão do magistrado, os motoristas riram e deixaram o plenário do TRT indignados. A decisão do desembargador é a seguinte: 70% da frota funcionando no horário da manhã; 50% à tarde, e 70% à noite. Contudo, os trabalhadores demonstraram não querer voltar, enquanto não receberem tudo o que é devido.
"A gente está muito chateado. Quem paga a conta sempre é o trabalhador. Até agora, nada aconteceu com a prefeitura ou Consórcio Guaicurus (...) A decisão do juiz de colocar 70% em horários de pico e 50% nos horários intermediários simplesmente acaba com a greve, pois, essa quantidade atende a demanda", disse Demétrio Freitas, presidente do sindicato que representa os motoristas.
Agora, o dirigente vai reunir a categoria ainda na noite desta terça-feira para discutir os novos encaminhamentos. Porém, já adiantou. “A categoria não quer voltar”, declarou.
Os motoristas do transporte público decidiram paralisar na manhã de segunda-feira, 15, em razão do atraso salarial referente ao mês de novembro e ao 13º salário. O Consórcio Guaicurus pagou 50% dos valores atrasados na sexta-feira passada (12). Porém, a categoria exige o pagamento integral para retornar às atividades.
Além de determinar o retorno de até 70% dos trabalhadores, o desembargador determinou que o sindicato poderá ser multado em R$ 100 mil, por dia, em caso de descumprimento, sem prejuízo da adoção de outras medidas.

O Consórcio Guaicurus alega que prefeitura está atrasada em seus repasses às empresas. Durante a audiência, a diretoria do Consórcio alegou que não dinheiro em caixa para pagar os motoristas neste momento.
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