• Diretor de Redação Ulysses Serra Netto

Geral

Audiência sobre execução de filho de PM é feita por videoconferência

Quinta-feira, 28 Maio de 2020 - 18:00 | Redação


As novas audiências, realizadas nesta quinta e sexta-feira (27 e 28) sobre a denúncia da execução por engano do estudante, Matheus Coutinho Xavier, de 19 anos, ocorrem por  videoconferência devido a pandemia da Covid-19. Hoje pela manhã, foram ouvidas duas testemunhas de acusação e o restante dos depoimentos são da defesa de cinco dos sete réus.

Do Rio Grande do Norte, no Presídio Federal  de Mossoró,  Jamil Name Filho, o policial civil aposentado Vladenilson Daniel Olmedo, o “Vlad”, o ex-guarda municipal Marcelo Rios acompanharam os depoimentos das duas testemunhas de acusação e ,em seguida, as de defesa. O empresário Jamil Name foi colocado e uma sala separada da penitenciária como medida de segurança por conta do novo coronavírus e também pode acompanhar os depoimentos.  

Em Mato Grosso do Sul, o técnico em informática Eurico dos Santos Mota, preso em Coxim, esteve ao lado do advogado durante videoconferência. Dois réus ainda estão foragidos, José Moreira Freires, o “Zezinho” e Juanil Miranda Lima. Os nomes de Zezinho e Juanil, apontados como pistoleiros, foram incluídos em janeiro na lista dos criminosos mais procurados do Brasil, do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

O processo sobre a morte do estudante tramita na  2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande que tem como juiz responsável  Aluizio Pereira dos Santos. Matheus Xavier foi atingido por tiros de fuzil no dia 9 de abril do ano passado, quando manobrava o carro do pai, o capitão da PM aposentado Paulo Roberto Xavier, na frente de casa, no Bairro Jardim Bela Vista.

 Conforme a denúncia do Ministério Público (MP-MS), o jovem não era o alvo do atirador, ele foi morto por engano no lugar do pai, a mando de Jamil Name e Jamil Name Filho, supostos líderes de uma milícia armada.

As primeiras audiências sobre o caso foram realizadas nos dias 2 e 3 de março deste ano em que delegados e policiais da força-tarefa que fazem parte da Operação Omertà e outras testemunhas-chaves de acusação, como a esposa de Marcelo Rios e o pai de Matheus, foram ouvidas.

Após a conclusão da oitiva das testemunhas, em junho serão ouvidos os réus para que então, haja as alegações finais, da defesa e acusação. Em seguida, o juiz irá  decidir se os réus vão ser submetidos ao tribunal do júri, como quer a acusação.

SIGA-NOS NO Google News