Geral
Atividade industrial segue estável
Terça-feira, 27 Agosto de 2019 - 10:24 | Redação
O número de estabelecimentos com aumento na produção em Mato Grosso do Sul cresceu em julho, porém, a atividade segue estável na maior parte das empresas. No referido mês, 51,4% das empresas industriais sul-mato-grossenses apresentaram estabilidade na produção, no mês anterior esse resultado era de 54,2%, de acordo com a Sondagem Industrial realizada pelo Radar Industrial da Fiems junto a 70 empresas no período de 1º a 13 de agosto.
Já as empresas que apresentaram aumento responderam por 31,4% do total, contra 13,9% no último levantamento, indicando uma melhora no ritmo da atividade industrial na passagem entre os meses de junho e julho. “Esse desempenho se refletiu no índice de avaliação da produção que, no período analisado, avançou 9,5 pontos”, detalhou o coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems, Ezequiel Resende.
Ele explica que a ociosidade diminuiu, mas ainda segue em patamar elevado, com julho apresentando, na média, uma inatividade na indústria sul-mato-grossense de 27% contra 29% no mês anterior. “Já o índice de utilização da capacidade instalada fechou o mês em 47,8 pontos, ficando 5,5 pontos acima do último levantamento. Porém, resultados abaixo dos 50 pontos indicam que o desempenho foi inferior ao que era esperado para o período”, relatou, reforçando que, em julho, a utilização da capacidade instalada ficou abaixo do usual para 28,5% dos respondentes, igual ao usual para 55,7% e acima para 15,7%.
Expectativas
Com relação ao índice de expectativa do empresário industrial, Ezequiel Resende detalha que, em agosto, 38,6% das empresas responderam que esperam aumento na demanda por seus produtos nos próximos seis meses, enquanto, por outro lado, para o mesmo período, 14,3% preveem queda e as empresas que acreditam que o nível de demanda se manterá estável responderam por 47,1% do total.
ICEI
O Índice de Confiança do Empresário Industrial de Mato Grosso do Sul (ICEI/MS) alcançou em agosto 61 pontos contra 61,3 pontos no mês anterior, contudo, o atual resultado encontra-se 6,4 pontos acima do anotado em agosto do ano passado e 7,2 pontos acima da média histórica registrada para o mês. Em agosto, 7,1% dos respondentes consideraram que as condições atuais da economia brasileira pioraram, no caso da economia estadual, a piora foi apontada por 10,0% dos participantes e, com relação à própria empresa, as condições atuais também estão piores para 8,5% dos respondentes.
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