• Diretor de Redação Ulysses Serra Netto

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Americana é presa por manter a casa sem condições de higiene

Terça-feira, 08 Outubro de 2019 - 17:17 | Redação


Uma mulher de 67 anos foi presa na manhã desta terça-feira, 8 de Outubro, em Campo Grande, suspeita de poluição ambiental. A autora que é americana estava vivendo sem condições de higiene que, segundo a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), causavam ‘transtornos para a coletividade.’

Policiais e agentes de saúde estiveram na residência, no Bairro Vilas Boas, região nobre da Capital. Foi a dona da casa quem veio receber os policiais. Resistente, ela demorou alguns minutos para aceitar abrir o portão.

Quando a equipe da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Ambientais e Atendimento ao Turista (DECAT) e os agentes da vigilância sanitária entram na casa, era possível sentir o mau cheiro do lado de fora .

No quintal, havia potes com água suja e parada. Na geladeira, os alimentos estragados tornavam o odor do ambiente ainda pior, assim como as vasilhas de comida deixadas para o cachorro.

A moradora acompanhou a limpeza feita pela equipe de 120 trabalhadores da secretaria Municipal de saúde. Ela pediu que não mexessem nas coisas dela.

A coordenadoria de vigilância de saúde ambiental notificou a mulher pela falta de higiene na casa. Agentes do Controle de Endemias Vetoriais também encontraram larvas do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunia.

Conforme Silvia Barboza do Carmo, coordenadora da Vigilância de Saúde Ambiental, o problema é antigo e a mulher vai receber acompanhamento da Sesau porque vive em condições anormais.

A moradora vai responder pelo crime de poluição ambiental. A pena varia de 1 a 4 anos de prisão.

Mesmo depois da limpeza dos agentes de saúde, no armário da cozinha, baratas ainda andavam pelos alimentos que estavam dentro do prazo de validade e, por isso, não puderam ser jogados fora da casa. Foi retirado um caminhão cheio de lixo.

A mulher foi presa em flagrante e levada para delegacia. Ela é reincidente no crime e já havia sido autuada em 2017 quando agentes do CCZ encontraram diversos animais na casa sofrendo maus tratos.

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