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Agente penitenciário é preso em operação da Polícia Civil
Segunda-feira, 23 Dezembro de 2019 - 17:31 | Redação
Um agente penitenciário de Naviraí (MS) que não teve a identidade divulgada foi preso pela Polícia Civil, na manhã desta segunda-feira (23), suspeito de integrar um esquema para inserção de celulares e drogas na Penitenciária de Segurança Máxima do Município. A prisão foi feita durante a Operação Asepsis, deflagrada pela 1ª Delegacia de Polícia de Naviraí com apoio das delegacias de Ivinhema e Gloria de Dourados.
A Operação Asepsis teve como alvo principal este agente penitenciário que foi descoberto após a apreensão de celulares na Penitenciária de Naviraí em posse de presos. Durante as investigações para apurar o caso foram encontradas evidências que apontam para o suposto envolvimento do servidor.
As investigações da Polícia Civil mostraram que o agente penitenciário é suspeito de repassar aos presos não apenas celulares, mas também fones de ouvido e drogas em troca de dinheiro. “As provas até o momento colhidas indicam que o agente penitenciário pode ter agido de forma ativa e omissiva, ou seja, fazendo “vista grossa” para que os objetos chegassem ao poder dos presos”, afirma o delegado Thiago Lucena e Silva, responsável pelo caso.
O delegado solicitou a prisão temporária do agente, assim como um mandado de busca e apreensão no armário pessoal do servidor.
O agente foi preso na Penitenciária de Ivinhema, para onde recentemente foi transferido. Outra equipe da Polícia Civil cumpriu buscas na casa do acusado na cidade de Glória de Dourados. “Na residência foram encontradas 11 munições de origem estrangeira, calibre .38, em desacordo com a legislação, razão pela qual o acusado também foi preso em flagrante pelo crime de posse irregular de munição de uso permitido”, afirma o delegado.
Asepsis
O nome da Operação faz menção ao termo “assepsia”, cujo conceito é impedir entrada de agentes nocivos no organismo.
“A Operação tramita em sigilo. A prisão do agente penitenciário tem prazo de 30 dias, que findo o prazo poderá ser prorrogada, convertida em preventiva ou o servidor poderá ser colocado em liberdade até o término das investigações”, finaliza Thiago.
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