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Acusados mataram taxista e festejaram

Terça-feira, 28 Abril de 2020 - 10:35 | Redação


Calculista, o casal acusado de matar taxista foi para uma festa após o crime. Eles roubaram o carro de Luciano Barbosa, de 44 anos, que em seguida foi morto com um tiro na cabeça.  A investigação apontou que na noite do crime, dia 25 de abril,  o adolescente de 17 anos e sua companheira de roubo, de 19 anos,  saíram de casa com a intenção de roubar.

Por volta das 23h40h o casal pediu para uma amiga do adolescente acionar uma corrida de aplicativo. Luciano resolveu aceitar a viagem por conta das dificuldades financeiras. Naquela noite a vítima tinha  parado de trabalhar às 20h,  mas duas horas e meis depois resolver ligar o aplicativo e aceitou a corrida.  Em contato com a irmã, o taxista avisou que aceitaria o chamado pelo fato de ter sido acionado por uma mulher.

Chegando no local de partida, no Shopping Campo Grande, ele viu que era um casal. Ele resolveu aceitar por achar que eram trabalhadores do estabelecimento e que estariam indo para casa. Por volta das 23h58, quando o aplicativo foi desligado, Luciano já estava morto.

Segundo o delegado da Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos (Defurv),  Pablo Gabriel de Farias da Silva, o menor matou o taxista um tiro e alegou que  a vítima reagiu ao assalto. A intenção, segundo depoimento do suspeito, não era matar. Sem saber o que fazer, o adolescente e a jovem abandonaram o carro da vítima no bairro Guanandi. No local outras pessoas teriam utilizado o veículo que foi levando até o bairro Santa Emília onde as rodas foram retiradas. 

No dia seguinte ao assassinato, o adolescente juntamente com a mulher e a companheira de roubo teriam ido para uma festa. O o ex-marido da suspeita disse à polícia que o menor gostava de exibir com o crime e há dois dias estavam “ostentando” uma arma.

Bem articulados, os três contaram várias versões à polícia.Com as investigações nenhuma das informações foram confirmadas e o menor acabou confessando. Ele relatou  que na noite do crime a intenção era realizar furtos pela cidade, mas que resolveu  pedir para a mulher de 21 anos que estava em casa acionar uma corrida pelo aplicativo. Nessa decisão, Luciano acabou perdendo a vida nas mãos do adolescente. 

Após acionar a corrida,  a mulher desinstalou o aplicativo como forma de despistar a polícia. No entanto os três acabaram sendo descobertos pela investigação. As duas foram presas por policiais da Defurv e o menor apreendido por latrocínio. 

Com o comportamento exibicionista para o mundo do crime,  o menor acumula inúmeras passagens pela polícia e há cinco  meses teria deixado a Unidade Educacional de Internação (Unei). Durante depoimento, ele disse que levaria o carro de Luciano até Sidrolândia e de lá o veículo seguiria para o Paraguai. O adolescente relata que  receberia R$ 12 mil pelo roubo do carro e que  a ideia partiu de um contato do irmão que está preso no Presídio de Segurança Máxima, em Campo Grande. Essas duas pessoas devem responder por latrocínio e associação para o crime.

O caso segue em investigação. A  polícia precisa descobrir quem pegou o veículo do taxista e acabou roubando as peças.

Taxistas

Taxistas que acompanharam o trabalho na polícia estiveram na Defurv pedindo justiça. Nesta terça-feira, um grupo de motoristas de táxi foi até a delegacia para acompanhar o desfecho do caso.

Edinaldo Ribeiro de 51 anos, taxista há 20, expressa a indignação com a insegurança da categoria. “Perdemos mais um companheiro. Nesses anos acompanhei muitos enterros de pai de família vítima dos bandidos que provavelmente daqui uns anos estarão soltos. Precisamos de segurança o ideal seria um botão do pânico que quando acionado a Polícia Militar pudesse acompanhar, atualmente nosso aplicativo de segurança fica no celular exposto para os bandidos, eles pegam o aparelho desligam e jogam fora. É quase impossível localizar a vítima, precisamos de segurança”, afirma o taxista e amigo de Luciano.

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