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Acusado de matar motorista de aplicativo passa por audiência
Quarta-feira, 19 Fevereiro de 2020 - 18:26 | Redação
A viúva do motorista de aplicativo Rafael Baron ficou frente a frente com o acusado de matar o marido a tiros, na tarde desta quarta-feira (19), durante a primeira audiência sobre o caso. Além do depoimento dela, foram ouvidos familiares de Igor César de Lima Oliveira e o réu. Igor é acusado de homicídio qualificado por motivo fútil e recurso que dificultou a defesa da vítima.
Segundo a assistente de acusação, a viúva do motorista deseja que ele vá a júri popular. “A família quer justiça e espera que ele possa responder pelos crimes que cometeu”, disse o advogado Victor Fugimoto.
Rafael foi morto no dia 13 de maio do ano passado com dois tiros. Ele estava trabalhando e foi buscar Igor e a mulher dele na Upa (Unidade de Pronto Atendimento) do Universitário e deixar os dois no Condomínio Reinaldo Buzanelli II, no Jardim Campo Nobre. O autor se apresentou três dias depois do homicídio. Ele já estava foragido do sistema prisional quando cometeu o crime. Na época, na delegacia, disse que a motivação do crime foi ciúmes porque o motorista conversou com a esposa dele.
“Eu jamais acreditei nisso, conhecia meu marido há sete anos e nunca desconfiei dele. Mas eu não quero passar essa raiva para meu filho de apenas 3 anos porque tinha uma sensação de impunidade. Porém, só desejo que ele pague pelo crime”, disse a viúva Karinne Pereira Baron.
A prisão de Igor pelo homicídio não foi decretada pela Polícia Civil logo após o crime, apesar dele ter confessado. O autor voltou para a prisão para cumprir pena pelo crime anterior de roubo. Pouco depois, conseguiu o benefício da progressão de regime e aproveitou para fugir.
Durante o depoimento, a mãe de Igor confessou que durante todo o tempo que o filho estava foragido ficou na casa dela. “Nós estávamos esperando para ter dinheiro e pagar um advogado para ele se apresentar porque fiquei com medo, ele estava sendo ameaçado por motoristas de aplicativo”, disse a mulher ao MPE (Ministério Público Estadual).
O pedido de prisão pelo homicídio só ocorreu meses depois da morte de Rafael. Igor foi recapturado no dia 9 de fevereiro por policiais do Batalhão de Choque da Polícia Militar depois de uma denúncia anônima.
Mesmo confessando que também teve a intenção de matar a esposa, na época, Igor continuou a se relacionar com a mulher normalmente depois do crime. Foi o que ela relatou em audiência. “Nós nunca nos separamos. Eu fiquei com ele todo esse tempo”.
Ainda segundo a esposa do réu, ela não deixou que ele se apresentasse a polícia novamente porque queria que Igor visse o filho de um mês nascer e nega que o motorista de aplicativo tenha dado em cima dela.
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