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A beleza do eclipse solar no céu da Capital

Terça-feira, 02 Julho de 2019 - 18:05 | Redação


O eclipse solar proporcionou um belo espetáculo no céu de Campo Grande na tarde desta segunda-feira, 2 de Julho. Conforme o Observatório Nacional, em Campo Grande foi possível ver 46% do fenômeno, com início às 15h56.

Em todo País, o fenômeno foi visto de forma parcial. A Capital foi um dos locais com a melhor visualização do País.

As fotografias que ilustram esta matéria foram captadas pelo fotógrafo do Diário Digital Gabriel Torres às 16h51 na sede da TV MS Record, no Bairro Antônio Vendas.

O fenômeno ocorre quando a Lua fica entre a Terra e o Sol, ocultando total ou parcialmente a luz solar em uma faixa terrestre.

Ainda conforme o Observatório Nacional, além da Capital, os lugares com visualização foram Porto Alegre, onde o sol terá 75% de sua área sombreada pela lua, a partir das 16h48; Florianópolis (60%, com início às 16h53), Curitiba (55%, com o eclips iniciando às 16h55), São Paulo (46% - início às 17h), Rio de Janeiro (40% - início às 17h03).

Peculiaridade - Uma peculiaridade tornou o evento ainda mais interessante e raro, este ano. A sombra projetada na Terra passou pelo observatório La Silla, no Chile – um dos mais importantes do mundo, localizado a uma altitude de 2,5 mil metros, livre da poluição visual produzida pelas luzes das cidades.

A expectativa é que as imagens a serem produzidas da coroa solar ajudem a avançar os estudos sobre a atmosfera, ventos solares e forças gravitacionais, entre outros.

É a terceira vez em 50 anos que um eclipse passa por espaços com grades telescópios. Em 1961 ele passou pelo L'Observatoire de Haute-Provence, na França; e em 1991, em Mauna Kea, no Havaí.

“A observação e o registro de eclipses solares ainda hoje são importantes para o estudo da coroa solar, cujas características não são totalmente compreendidas e o comportamento é importante para prever o clima espacial. A ejeção de massa coronal em direção à Terra é um fenômeno que pode danificar nossas redes elétricas, telecomunicações e satélites”, explicou, por meio de nota, o pesquisador Eugênio Reis, do Observatório Nacional Eugênio Reis.

"Apesar de a coroa solar brilhar milhões de vezes menos do que a fotosfera solar, um eclipse total do Sol é uma ótima oportunidade para estudá-la", disse.

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