• Diretor de Redação Ulysses Serra Netto

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83 milhões de brasileiros compram parcelado

Segunda-feira, 03 Junho de 2019 - 19:53 | Redação


A melhor opção às vezes é dividir o valor de uma compra em várias prestações. Esse é um hábito do consumidor brasileiro, mas é necessário ter cuidado no uso do cartão de crédito, para que não se transforme em uma armadilha no bolso.

De acordo com o levantamento feito pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) em todas as capitais do país, revela que mais da metade dos brasileiros adultos, cerca de 53% possuía alguma compra parcelada no último mês de março. Isso significa que, aproximadamente, 82,7 milhões de brasileiros estão com ao menos parte do orçamento comprometido para pagar compras feitas no cartão de crédito, cartão de loja, crediário ou cheque pré-datado.

Em média, os consumidores que possuem alguma compra parcelada irão demorar cerca de cinco meses para quitar as prestações, quando se trata de empréstimo  o tempo é onze meses e dos financiamentos doze meses.

Um dado alarmante do levantamento é que 13% dos entrevistados não acham necessário fazer qualquer tipo de análise ou avaliação antes de contratar uma modalidade de crédito. Em torno de 35% dos brasileiros tomam cuidado somente na hora do conhecimento a respeito do próprio orçamento para ter certeza de que será possível pagar as prestações mensais e somente 28% tem ciência dos valores de todas as tarifas cobradas.

Na avaliação do educador financeiro do SPC Brasil, José Vignoli, os instrumentos de crédito podem ser um aliado do consumidor, desde que utilizados de forma planejada.

“O crédito permite às pessoas ampliarem seu poder de compra adquirindo produtos que levariam anos para serem comprados à vista. O problema é que se ele for utilizado sem responsabilidade e planejamento, essa dívida pode ser nociva para a vida financeira do consumidor. Antes de comprometer parte de sua renda por vários meses, o consumidor deve ponderar se realmente precisa do item desejado ou se trata de uma compra por impulso.”, disse o educador

“O acúmulo de várias parcelas no mesmo mês costuma ser um fator de peso no desequilibro orçamentário. É importante manter o orçamento pessoal sempre atualizado para saber, na prática, quanto dinheiro a pessoa ainda tem e quais são as despesas que ainda precisam ser pagas no mês antes de contrair novas dívidas”, afirma Vignoli.

As aquisições mais feitas de forma impulsiva foram às roupas, calçados e acessórios (22%), itens em supermercados (18%), idas a bares e restaurantes (15%) e compras de perfumes e cosméticos (13%).

 

(Com informações da SPC Brasil)

 

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