Economia
Prejuízos são irreparáveis, diz Fecomércio sobre greve dos motoristas de ônibus
Impactos da paralisação no transporte público são sentidos de forma imediata e abrangente, segundo a Federação
Terça-feira, 16 Dezembro de 2025 - 13:28 | Redação

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (Fecomércio) divulgou pública nota nesta terça-feira, dia 16, na qual relata os prejuízos causados pela greve dos motoristas de ônibus de Campo Grande (MS) ao setor.
“A paralisação total em pleno período que antecede o Natal – época de maior movimentação econômica do ano –, configura um cenário de grave crise social e econômica, com prejuízos que se alastram por toda a comunidade”, diz a nota.
Conforme a entidade, a interrupção do serviço, essencial para a mobilidade de mais de 100 mil passageiros diariamente é motivada, segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Coletivo Urbano (STTCU-CG), pelo atraso no pagamento de salários, 13º salário e benefícios aos motoristas e demais funcionários do Consórcio Guaicurus.
A Fecomércio classifica os prejuízos como irreparáveis à população e à economia. Os impactos desta paralisação são sentidos de forma imediata e abrangente, segundo a Federação que elaborou uma lista dos percalços:
• Trabalhadores: Milhares de pessoas estão impedidas de chegar aos seus locais de trabalho, resultando em faltas, redução da produtividade e perdas salariais. Para muitos, a ausência de ônibus significa a impossibilidade de manter o emprego, afetando o sustento de suas famílias.
• Comércio e Consumo: O período que antecede o Natal é crucial para o comércio local. A dificuldade de deslocamento reduz drasticamente o fluxo de consumidores às áreas de compra, acarretando prejuízos financeiros irreparáveis para os comerciantes em geral, quer sejam lojistas, supermercados, farmácias, área de alimentação, entre outros, impactando toda a cadeia econômica da cidade.
• Custo de Vida e Transporte Alternativo: A ausência de ônibus levou a um aumento exorbitante nos preços das corridas por aplicativos e táxis, elevando o custo de deslocamento para quem precisa se locomover, onerando inclusive as famílias que tem deslocamento para atendimento em postos de saúde e hospitais.

A Fecomércio detalha também que a responsabilidade pela crise recai sobre os atores que não cumpriram com seus deveres, levando ao colapso do sistema.
1. O Consórcio Guaicurus: Alega enfrentar uma crise financeira e dificuldades em obter crédito, atribuindo parte do problema à inadimplência da Prefeitura em repasses. No entanto, o atraso sistemático no pagamento dos trabalhadores, em um serviço público essencial, demonstra uma falha grave de gestão e compromisso.
2. O Responsável pelo Município (Poder Concedente): A Prefeitura, por sua vez, afirma estar em dia com os repasses e critica a falta de comunicação formal sobre a greve. Contudo, a crise do transporte coletivo não é um evento isolado, e a omissão na fiscalização rigorosa do contrato de concessão, ou na busca por soluções preventivas para problemas administrativos alertados na Câmara Municipal, torna o poder público co-responsável pelo caos instalado.
“É inadmissível que, em um momento tão sensível para a economia e para a vida social da Capital, a população seja penalizada pela inércia e pelo descumprimento de obrigações básicas por parte do Consórcio e pela falta de ação efetiva do poder municipal. Exigimos uma solução imediata e definitiva para que o serviço seja restabelecido com urgência, garantindo os direitos dos trabalhadores e a mobilidade da população, a fim de minimizar os danos causados por esta crise de gestão e responsabilidade", conclui a nota.
Uma audiência de conciliação será realizada nesta terça-feira, dia 16 de dezembro, às 15h45, na sede do TRT da 24ª Região, no Jardim Veraneio, em Campo Grande. A reunião será aberta à imprensa.
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