Economia
Confira nove dicas para se organizar e evitar dívidas em 2026
Passos importantes ajudam a sair do endividamento e começar o ano com mais controle financeiro
Quinta-feira, 08 Janeiro de 2026 - 08:39 | Redação

Mesmo que o tema finanças pessoais esteja cada vez mais presente na rotina dos brasileiros, boa parte da população ainda sente dificuldade em lidar com o próprio orçamento. Segundo a 17ª edição do Observatório Febraban, 55% afirmam entender pouco (40%) ou nada (15%) de educação financeira, embora a maior parte diga dar muita (55%) ou alguma (20%) atenção ao controle do dinheiro.
Na prática, essa distância entre interesse e conhecimento faz com que pequenas escolhas do dia a dia se transformem em dívidas, atrasos e perda de planejamento, especialmente em um cenário de renda comprimida e custo de vida elevado.
Para Camila Poltronieri Flaquer, Head de Cobrança Digital (B2C) da Recovery, organizar as finanças para ter um 2026 mais leve não exige fórmulas complexas: “Educação financeira é, antes de tudo, clareza. Quando a pessoa entende quanto ganha, quanto gasta e o que pode ajustar, o planejamento aparece e as decisões ficam menos pesadas”, afirma.
A seguir, reunimos nove passos simples para quem quer começar o ano com mais controle, rumo ao fim das dívidas e ao alcance da organização financeira.
Fazer diagnóstico da vida financeira - O primeiro movimento é simples: saber exatamente quanto dinheiro entra na conta e quanto sai. Para isso, é importante montar um orçamento claro, com todas as receitas (entradas) e despesas (saídas), assim se torna fácil visualizar para onde o dinheiro está indo e se o mês fechará no azul (saldo positivo) ou no vermelho (saldo negativo). Devem entrar nesse controle desde as despesas fixas até os pequenos custos diários como cafés e carros de aplicativo, que costumam passar despercebidos, mas fazem diferença ao final do mês.
Organizar as dívidas - O cartão de crédito segue como o principal vilão do endividamento dos brasileiros, especialmente quando entram na fatura parcelada ou no crédito rotativo. O cheque especial, com juros ainda mais altos, completa a lista de dívidas críticas que criam a famosa “bola de neve”. Empréstimos pessoais e consignados, embora mais baratos, também pesam quando usados sem planejamento. Já financiamentos de casa e carro comprometem parte fixa da renda por muitos anos.
Por isso, organizar todas as dívidas, ter controle do valor total das dívidas, já com juros, parcelas e prazos, é essencial para definir prioridades e estratégias de quitação. Para ter acesso a essas informações, a dica é entrar em contato com as instituições credoras ou de renegociação de dívidas, como a Recovery.
Dialogar com a família - Negociar custos e revisar hábitos de consumo torna-se mais viável quando todos os membros da família dividem responsabilidades e se empenham em gerar alguma renda mensal. Conversas francas sobre gastos com alimentação fora de casa, assinaturas recorrentes, planos de telefonia e compras por impulso ajudam a encontrar pontos de corte sem grandes traumas. A organização financeira é muito mais eficiente quando vira um projeto coletivo e os familiares se unem para equilibrar a vida financeira.
Avaliar a venda de bens que pesam no orçamento - Em algumas situações, vender um bem pode ser a saída mais inteligente em prol das finanças pessoais. Um carro, por exemplo, traz custos mensais expressivos — combustível, seguro, manutenção, IPVA, que muitas vezes pesam nas finanças pessoais. Reduzir ou eliminar despesas pode ser decisivo para reorganizar a vida financeira, abrir espaço no orçamento e permitir novos planos no futuro.
Buscar novas fontes de renda - Uma renda extra pode acelerar a saída do endividamento ou ser um ponto de partida para ter uma reserva financeira para lidar melhor com imprevistos e sonhos. A ideia não é trabalhar dobrado, mas aproveitar habilidades existentes, sempre que possível: cozinhar marmitas, vender produtos, dar aulas, fotografar festas, prestar pequenos serviços ou fazer trabalhos pontuais online. Mesmo que a renda extra conquistada seja poucas, vale lembrar que pequenas quantias mensais podem fazer muita diferença quando usadas com estratégia.
Renegociar dívidas com planejamento - Depois de organizar o orçamento e identificar quanto você tem disponível por mês para sair da inadimplência, chega a hora de renegociar suas dívidas em aberto. Para começar, saiba que pagamentos à vista costumam garantir descontos maiores. Para quem não tem essa possibilidade, alongar o prazo ou consolidar várias dívidas em uma só, pode facilitar o controle e quitação desses valores. Ficar de olho em programas de incentivo do governo como o Desenrola Brasil, disponibilizado no começo de 2025, e negociações diretas com empresas especializadas, que oferecem descontos significativos, como é o caso do Mega Feirão do Nome Limpo da Recovery, que apresenta até 99% de desconto na quitação de dívidas, além parcelamento em até 48 vezes, com valor mínimo de R$50 via PIX ou boleto bancário.
Construir uma reserva de emergência - Poupar é hábito e não importa se o valor guardado no começo for pequeno. Começar com R$30 por mês já cria um colchão capaz de evitar novos endividamentos no futuro. A reserva deve permanecer num investimento de liquidez rápida (como a poupança) e só ser usada em situações urgentes, como despesas médicas, imprevistos domésticos ou alimentação.
Reduzir o número de cartões e controlar o crédito- Quanto mais cartões de crédito, maior a chance de perder o controle. Reduzir a quantidade, anotar compras parceladas e pagar sempre o valor total da fatura são hábitos que evitam que o crédito, um recurso útil, se transforme numa armadilha. Deixar o cartão em casa e priorizar o débito pode ajudar quem costuma agir por impulso.
Revisar hábitos de consumo - Os gastos invisíveis são silenciosos, mas poderosos. Delivery de refeições usado com frequência, deslocamento com carros de aplicativo, lanches fora de casa, assinaturas de streaming pouco usadas, compras motivadas por promoções e até jogos de aposta podem comprometer parte significativa do orçamento mensal. Identificar esses custos, ajustar a rotina, planejar refeições, usar mais transporte público e avaliar promoções com critério podem contribuir para a redução de despesas, além de trazer saúde financeira e bem-estar para as famílias.
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