• Diretor de Redação Ulysses Serra Netto

Economia

Censo imobiliário aponta estoque saudável no mercado de Campo Grande

Levantamento reúne indicadores de lançamentos, vendas, estoque e preços

Sábado, 29 Agosto de 2026 - 17:35 | Redação


Censo imobiliário aponta estoque saudável no mercado de Campo Grande
(Foto: Divulgação)

O mercado imobiliário de Campo Grande mantém um cenário positivo no segundo trimestre de 2026, com demanda aquecida, estoque considerado saudável e valorização dos imóveis. Os dados foram apresentados nesta sexta-feira (28), durante evento realizado pelo Sindicato Intermunicipal da Indústria da Construção de Mato Grosso do Sul (Sinduscon-MS), em parceria com a Brain Inteligência Estratégica, reunindo empresários e representantes do setor para acompanhar os principais indicadores do mercado da Capital.

Entre os destaques do levantamento está a intenção de compra de imóveis, que chegou a 52% no segundo trimestre, o maior índice da série histórica e três pontos percentuais acima do registrado no mesmo período de 2025. A pesquisa também mostra que 68% dos consumidores que pretendem comprar um imóvel planejam concretizar a aquisição em até dois anos, sendo que 31% indicam intenção de compra nos próximos 12 meses.                                                                                                                                                                               
No mercado de Campo Grande, o estoque final de imóveis residenciais verticais chegou a 2.033 unidades no segundo trimestre. Na avaliação apresentada durante o evento, o volume é considerado saudável para o tamanho do mercado da Capital e indica espaço para novos lançamentos, especialmente em algumas tipologias que já apresentam menor disponibilidade.

Segundo o vice-presidente do Sinduscon-MS, Rafael Tenuta, o momento exige equilíbrio entre oferta e demanda, com atenção para a necessidade de novos empreendimentos diante da redução do estoque em determinadas categorias.

“Temos um estoque de 2.033 unidades, que é um estoque extremamente saudável. Os empreendedores, assim como aconteceu no Brasil, diminuíram o lançamento de empreendimentos e estamos neste momento de equação. Campo Grande tem todas as características para aumentar ainda mais o número de vendas, e é importante que novos lançamentos aconteçam, até porque algumas tipologias já estão quase escassas, principalmente os produtos de um dormitório”.

O comportamento dos preços também reforça a valorização do mercado imobiliário da Capital. De acordo com o levantamento da Brain, o preço médio do metro quadrado dos imóveis residenciais verticais ficou em R$ 9.857 no segundo trimestre de 2026. O indicador acompanha uma trajetória de valorização observada nos últimos anos.

Para o head Centro-Oeste e Norte da Brain Inteligência Estratégica, Anderson Gonçalves, os resultados mostram que Campo Grande acompanha movimentos observados no mercado nacional, especialmente na redução dos lançamentos, mas mantém indicadores positivos de demanda e comercialização.

Censo imobiliário aponta estoque saudável no mercado de Campo Grande
(Foto: Divulgação)

“Nós estamos com um cenário de demanda positiva, de forma geral. A demanda vem crescendo e temos mais de 60% de intenção de compra. O Minha Casa, Minha Vida está bem aquecido nas vendas e, no segundo trimestre, o imóvel de médio padrão representou 80% das vendas aqui em Campo Grande. De forma geral, o mercado vem mantendo o mesmo ritmo de vendas”.

A concentração das vendas no médio padrão foi um dos principais destaques do trimestre. Segundo os dados apresentados, essa categoria representou 80% das vendas de imóveis residenciais verticais no período, indicando uma forte participação de produtos de dois e três dormitórios no movimento de comercialização.

Anderson também destacou o comportamento do crédito imobiliário no cenário nacional. Segundo ele, o crédito destinado à construção e à aquisição de imóveis apresentou crescimento no primeiro semestre de 2026 em relação ao mesmo período do ano anterior, mesmo diante de uma taxa de juros elevada. Para o consumidor final, o avanço do crédito reforça a existência de demanda por imóveis, enquanto as empresas seguem buscando recursos para viabilizar novos empreendimentos.

Apesar do cenário favorável para as vendas, os lançamentos residenciais verticais apresentaram retração no segundo trimestre. Foram dois empreendimentos lançados no período, contra cinco no segundo trimestre de 2025, uma redução de 60%. Em contrapartida, o número de unidades lançadas passou de 144 para 352, crescimento de 144%, indicando que os novos empreendimentos tiveram maior volume de unidades.
Outro ponto destacado durante a apresentação foi a necessidade de acompanhar a oferta por tipologia. Os imóveis de um dormitório, por exemplo, representam uma parcela reduzida do estoque disponível, enquanto os produtos de médio padrão concentram grande parte da comercialização registrada no trimestre.

O levantamento também apresenta dados sobre o mercado horizontal e comercial de Campo Grande, ampliando a leitura sobre a oferta imobiliária da Capital e permitindo acompanhar o comportamento de diferentes segmentos do setor.

A apresentação do segundo trimestre faz parte do acompanhamento periódico realizado pelo Sinduscon-MS em parceria com a Brain Inteligência Estratégica, com o objetivo de reunir dados sobre o mercado imobiliário de Campo Grande e contribuir para decisões mais estratégicas de empresas, investidores e demais agentes da construção civil.

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