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Hanaitã Baldissera

Estrategista de marketing e vendas, relações públicas, Ceo, professora e uma das vozes mais influentes quando o assunto é marketing e liderança feminina.

O marketing virou uma indústria de desculpas sofisticadas

Empresário que não domina o assunto, aceita porque não sabe nem o que ou como cobrar os resultados

Terça-feira, 16 Junho de 2026 - 16:30


O marketing virou uma indústria de desculpas sofisticadas
Hanaitã Baldissera, a nova colunista do Diário Digital é marketeira de formação e grande vocação (Foto: Luiz Alberto)

Você já investiu em marketing e não soube dizer o que voltou? Não estou falando de uma campanha que "gerou awareness". Estou falando de dinheiro, o seu, que saiu e não voltou. De campanha multicanais, post publicado, relatório entregue, reunião feita, e no final do mês, o caixa estava igual ou pior. Você ficou com o prejuízo e a sensação de que talvez o problema seja você, sua marca, o seu negócio.

O marketing virou uma indústria de desculpas sofisticadas. Quando o resultado não vem, aparece o alcance orgânico que caiu, o algoritmo que mudou, a verba que estava curta, o mercado que não estava pronto. Raramente aparece um profissional olhando no seu olho e dizendo: errei a estratégia, vou refazer sem cobrar a mais, estudei e me aprofundei no seu negócio e sei o que fazer pra mudar este cenário.

Isso não acontece porque boa parte do mercado aprendeu a vender processo, não resultado. Aprendeu a entregar relatório, não retorno.

Empresário que não domina o assunto, aceita porque não sabe nem o que ou como cobrar os resultados. Profissional de formação básica em marketing acaba fazendo sem intencionalidade ou estratégia, e sem dúvida na melhor das intenções, mas também não sabe nem o que ou como mostrar os  resultados.

Eu aprendi marketing do outro lado do balcão. Antes de criar agência, antes de ter equipe, antes de qualquer planejamento estratégico, eu comecei vendendo. Midia, maquiagem, chocolates de páscoa, festas - qualquer coisa que tivesse comissão em jogo. E vendendo de verdade, sem uber, de busão, sem redes sociais, no jeitinho PAP (porta a porta) que não tem onde se esconder. Foi assim que aprendi uma coisa que nenhuma faculdade de comunicação ensina com a mesma brutalidade: ou você gera resultado para o outro, ou você não come.

Não existe relatório bonito que substitua o fechamento. Não existe post engajado que substitua a venda. Aprendi isso por necessidade, não em sala de aula, e talvez tenha sido meu MBA da rua o mais valioso.

Foi essa convicção que virou empresa. A Rise Marketing tem 10 anos, e uma carteira de clientes que cresceu porque a régua nunca mudou: o marketing tem que se pagar. Não tem que ser bonito primeiro. Não tem que viralizar primeiro. Tem que gerar resultado mensurável, rastreável, defensável.

O marketing virou uma indústria de desculpas sofisticadas
Rise Marketing tem 10 anos, e uma carteira de clientes que cresceu porque a régua nunca mudou: o marketing tem que se pagar (Foto: Luiz Alberto)

Construímos isso com a cultura de que profissional bom não tem medo de ser cobrado. Quem entrega resultado quer ser cobrado. Quem não entrega é que precisa de reunião para explicar o porquê.

O que falta no mercado não é criatividade. Não é tecnologia. É coragem. Coragem de sentar na frente do cliente e dizer: minha entrega vai ser medida por isso, e se não chegar, a gente conversa. Existe uma geração inteira de profissionais formada para produzir conteúdo, mas não para se responsabilizar por ele. Que sabe fazer feed bonito, mas trava quando perguntam quanto isso vendeu.

Tenho formado profissionais diferentes através do Formando Marketeiros, estrategistas que sabem planejar e apresentar resultado. Porque é isso que o mercado precisava, não mais um produtor de conteúdo sem dono do número.

Essa coluna vai ser o espaço onde eu digo o que o mercado prefere não ouvir. Casos reais, argumentos sem filtro e análises que vão te ajudar a entender se o marketing que você está pagando está trabalhando para você ou para quem te vende. Vou falar de estratégia, de resultado, de como contratar, de como cobrar, de como e quando demitir. Não vou ser gentil com modinha. Não vou validar tendência porque todo mundo está fazendo. Vou ser útil para você.

Porque no final, marketing não é arte. É negócio. E negócio que não fecha conta, fecha as portas.

Bem-vindo a real - o meu jeitinho Giro Louco.

Hanaitã Baldissera
Marketeira • Estrategista • CEO • Professora

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