Estrategista de marketing e vendas, relações públicas, Ceo, professora e uma das vozes mais influentes quando o assunto é marketing e liderança feminina.
A sua próxima venda está parada no WhatsApp, por Hanaitã Baldissera
O empresário me procura dizendo que o marketing não está funcionando, e a primeira coisa que eu peço é pra abrir o WhatsApp da empresa comigo do lado
Sábado, 01 Agosto de 2026 - 16:35

Sábado, três da tarde. Uma pessoa vê o anúncio da sua empresa, gosta, clica e manda mensagem. Segunda-feira, dez e meia da manhã, alguém finalmente responde: "Oi! Tudo bem? Como posso te ajudar?". Nesse meio tempo ela já comprou do concorrente, ou já esqueceu que um dia quis comprar.
Você pagou por aquele clique. Pagou o criativo, pagou a mídia, pagou o tempo de quem planejou. E quem decidiu a venda foi uma janela de quarenta horas que não custou nada e não tinha ninguém olhando.
Eu vejo isso mais do que vejo erro de campanha.
O empresário me procura dizendo que o marketing não está funcionando, e a primeira coisa que eu peço é pra abrir o WhatsApp da empresa comigo do lado.
Quase sempre está tudo lá: mensagem de terça sem resposta, áudio de cliente que ninguém ouviu, três conversas paradas no "vou verificar e já te falo".
O motivo é quase sempre o mesmo, e é chato de ouvir: ninguém é dono daquele número. O celular fica no balcão, quatro pessoas mexem, e quando todo mundo pode responder, o que acontece é que ninguém responde. Cada um acha que o outro já resolveu.
E o cliente não sabe nada disso. Ele não sabe que você estava no estoque, que o vendedor foi almoçar, que a moça do financeiro é quem costuma responder e ela folga na segunda. Ele sabe que mandou mensagem pra três empresas e uma respondeu em cinco minutos.
Aí vem a pergunta que eu ouço na sequência: então eu coloco um robô? Calma.
Automatizar uma bagunça só deixa a bagunça mais rápida.
Robô que responde na hora e depois entrega a pessoa pro mesmo silêncio de sempre irrita mais do que a demora. Antes da ferramenta vem o combinado.
E o combinado cabe em três perguntas que você consegue responder hoje, sem contratar ninguém:
- Quem é a pessoa responsável por abrir aquelas conversas, com nome, não "a equipe"?
- Qual é o tempo máximo aceitável pra primeira resposta dentro do horário comercial?
- E o que acontece com a mensagem que chega sábado à noite, que é justamente quando o seu cliente tem tempo de procurar você?
Se você não tem resposta pras três, o problema não vai se resolver com mais verba, mais mídia, ou robô. Vai só aumentar o número de pessoas esperando e deixar seu cliente mais puto e frustrado.
Faz um teste antes de me xingar: Pede pra alguém que não trabalha com você mandar uma mensagem na sua empresa, hoje, como se fosse cliente. Cronometra. O número que aparecer ali vale mais do que qualquer relatório que você vai receber esse mês.
Anúncio bom leva a pessoa até a porta. Quem abre a porta é você.
Se o número que der ali for feio, me manda. Eu respondo, até porque seria muito feio eu demorar.
Bem-vindo a real - o meu jeitinho Giro Louco.
Hanaitã Baldissera
Marketeira • Estrategista • CEO • Professora
@hanaitamkt

