Menu
27 de maio de 2018 • Ano 7
Diretor de RedaçãoUlysses Serra Neto
Mega banner FIEMS - Mês da Industria
Lava Jato

Viajando, proprietário de casa noturna não depõe à PF

Advogado afirma que cliente não foi localizado porque está no interior do Estado

26 Set2016Valdelice Bonifácio17h19

O empresário Thiago Nunes Cance, um dos donos da casa noturna Move Club e da antiga Wood´s, não foi localizado pela Polícia Federal (PF) que tem mandado de condução coercitiva referente à 35ª fase da Lava Jato, intitulada Omerta, deflagrada nesta segunda-feira, 26 de setembro. O advogado dele Fábio Ferraz informou que o cliente está no interior do Estado. Thiago Cance, segundo ele, não sabe o motivo do mandado coercitivo.

“Ele nem está na cidade, mas não tão logo retorne vai se apresentar espontaneamente à PF para prestar os esclarecimentos devidos”, disse. Informações extraoficiais apontam que Thiago é investigado por suspeita de ter recebido dinheiro ilícito. Ele é filho do ex-diretor da Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento S/A (Sanasa), Aurélio Cance Junior. 

A Senasa manteve contratos com Odebrecht, uma das empreiteiras investigadas na Lava Jato. A suspeita é de que Thiago tenha recebido valores a título de propinas do Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht. O advogado afirma desconhecer ligações entre seu cliente e a empresa. "Ele sempre trabalhou aqui em Campo Grande. Desconhecemos essa suspeita."

O advogado critica o mandado de condução coercitiva. "Pela lei, a coercitiva só deve ser aplicada quando a pessoa se recusa a prestar depoimento, o que não é o caso, meu cliente sequer foi notificado ainda", argumenta.

A Omerta teve como alvo principal o ex-ministro da Casa Civil Antonio Palocci que está preso. A ordem partiu do juiz federal Sergio Moro, responsável pela Lava Jato em primeira instância, que atendeu pedido do Ministério Público Federal (PMF). Também estão presos Branislav Kontic, assessor de Palocci, e Juscelino Dourado, ex-assessor do petista. 

No despacho, Moro diz que há provas de que Palocci era o responsável por receber recursos da Odebrecht e coordenar o repasse a seu grupo político. “Surgiram provas, em cognição sumária, de que ele [Palocci] recebia e era responsável pela coordenação dos recebimentos por parte de seu grupo político de pagamentos sub-reptícios (obtidos de forma ilícita) pelo Grupo Odebrecht.”

Conforme a PF, as esquipes foram às ruas para cumprir 45 ordens judiciais, sendo 27 mandados de busca e apreensão, 03 mandados de prisão temporária e 15 mandados de condução coercitiva.

Aproximadamente 180 policiais federais e auditores fiscais estiveram cumprindo as determinações judiciais em cidades nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal.

(Com informações da Agência Brasil e assessoria da Polícia Federal no Paraná)

Veja Também

Cãmara Prefeitura presta contas Situação financeira da Capital será debatida na segunda-feira
Assembleia Deputados analisam, prestação de contas da Saúde Relatório do primeiro quadrimestre será votado e aprovado por parlamentares
Múltipla escolha eleitoral
Pedro Chaves defende caminhoneiros e critica gestão da Petrobras
Projeto de lei cria programa de amparo à mulher alcoólatra em MS
Temer entra com ação no STF para desbloquear rodovias
Forças federais vão desbloquear rodovias
Simone comemora destinação de 30% do fundo eleitoral para mulheres
TSE define quanto cada partido receberá de fundo eleitoral
Reoneração é aprovada com erro e projeto será ajustado, diz Marun