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Valdelice Bonifácio | Segunda, 26 de Setembro de 2016 - 17h19Viajando, proprietário de casa noturna não depõe à PFAdvogado afirma que cliente não foi localizado porque está no interior do Estado

Thiago Nunes Cance sequer foi notificado, segundo seu advogado
Thiago Nunes Cance sequer foi notificado, segundo seu advogado (Foto: Reprodução/Internet)

O empresário Thiago Nunes Cance, um dos donos da casa noturna Move Club e da antiga Wood´s, não foi localizado pela Polícia Federal (PF) que tem mandado de condução coercitiva referente à 35ª fase da Lava Jato, intitulada Omerta, deflagrada nesta segunda-feira, 26 de setembro. O advogado dele Fábio Ferraz informou que o cliente está no interior do Estado. Thiago Cance, segundo ele, não sabe o motivo do mandado coercitivo.

“Ele nem está na cidade, mas não tão logo retorne vai se apresentar espontaneamente à PF para prestar os esclarecimentos devidos”, disse. Informações extraoficiais apontam que Thiago é investigado por suspeita de ter recebido dinheiro ilícito. Ele é filho do ex-diretor da Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento S/A (Sanasa), Aurélio Cance Junior. 

A Senasa manteve contratos com Odebrecht, uma das empreiteiras investigadas na Lava Jato. A suspeita é de que Thiago tenha recebido valores a título de propinas do Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht. O advogado afirma desconhecer ligações entre seu cliente e a empresa. "Ele sempre trabalhou aqui em Campo Grande. Desconhecemos essa suspeita."

O advogado critica o mandado de condução coercitiva. "Pela lei, a coercitiva só deve ser aplicada quando a pessoa se recusa a prestar depoimento, o que não é o caso, meu cliente sequer foi notificado ainda", argumenta.

A Omerta teve como alvo principal o ex-ministro da Casa Civil Antonio Palocci que está preso. A ordem partiu do juiz federal Sergio Moro, responsável pela Lava Jato em primeira instância, que atendeu pedido do Ministério Público Federal (PMF). Também estão presos Branislav Kontic, assessor de Palocci, e Juscelino Dourado, ex-assessor do petista. 

No despacho, Moro diz que há provas de que Palocci era o responsável por receber recursos da Odebrecht e coordenar o repasse a seu grupo político. “Surgiram provas, em cognição sumária, de que ele [Palocci] recebia e era responsável pela coordenação dos recebimentos por parte de seu grupo político de pagamentos sub-reptícios (obtidos de forma ilícita) pelo Grupo Odebrecht.”

Conforme a PF, as esquipes foram às ruas para cumprir 45 ordens judiciais, sendo 27 mandados de busca e apreensão, 03 mandados de prisão temporária e 15 mandados de condução coercitiva.

Aproximadamente 180 policiais federais e auditores fiscais estiveram cumprindo as determinações judiciais em cidades nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal.

(Com informações da Agência Brasil e assessoria da Polícia Federal no Paraná)

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