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24 de abril de 2018 • Ano 7
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Improbidade

Siufi diz ter cumprido carga-horária definida pela Sesau

Vereador foi condenado a devolver dinheiro e perda dos direitos políticos

21 Out2016Da redação13h27

O vereador Paulo Siufi (PMDB) divulgou nota pública nesta sexta-feira, dia 21 de outubro, sobre a decisão judicial que o puniu por receber indevidamente do município como médico da rede pública. Siufi foi condenado, em primeira instância, a devolver R$ 1 milhão aos cofres públicos, além da perda dos direitos políticos por oito anos.

Segundo denúncia do Ministério Público Estadual (MPE), Siufi foi destacado para atuar como médico na zona rural do distrito de Aguão, porém, não cumpria a carga horária corretamente, recebendo sem trabalhar devidamente. O parlamentar argumenta que foi a Secretaria Municipal de Saúde que criou uma carga horária diferenciada, visando a lotação de médico para o cargo.

Ele informa que à época, o secretário de Saúde buscou maneiras de resolver a questão, pois não havia médicos interessados em razão da estrada de chão, distância e estrutura para atendimento (o atendimento era realizado em uma sala de biblioteca – ainda não havia o posto de saúde).

“Não há e nem nunca houve qualquer intenção de agir erroneamente, tanto no que diz ao atendimento como em relação à justiça, tendo eu apenas cumprido o determinado pela Secretaria de Saúde de Campo Grande, um cumprimento de ordem hierárquica. Sigo tranquilo, atendendo meus mais de 5.000 (cinco mil) pacientes em meu consultório, ciente de minha postura e meus valores”, informou Siufi.

A sentença proferida pelo juiz David de Oliveira Gomes Filho, da 2ª Vara dos Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos foi publicada ontem, 20, no sistema online do Tribunal de Justiça. 

O juiz diz reconhecer que Siufi praticou atos de improbidade administrativa e por isso o condenou.  O magistrado determinou ainda o arresto dos bens de Siufi “quantos bastem para a garantia da dívida acima”.

Paulo Siufi  é médico formado pela UFMS, com especialização em pediatria, aprovado em concurso pela Prefeitura Municipal de Campo Grande, tendo atendido durante mais de dez anos no Posto de Saúde Eleonora Quevedo e no CAE (Centro de Atendimento ao Escolar).

Como a sentença é de primeira instância e a defesa dele recorrerá, o vereador poderá tomar posse normalmente em 1º de janeiro de 2017, quando assumirá seu quarto mandato parlamentar na Câmara Municipal de Campo Grande.

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