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18 de agosto de 2019 • Ano 8
Diretor de RedaçãoUlysses Serra Netto
Administrativos da Educação

Servidores cobram abono salarial e jornada de 6h

Trabalhadores também querem que governo convoque concursados e implemente política salarial

22 Abr2019Luany Mônaco - Especial para o Diário Digital19h19
(Foto: Jacqueline Lopes/Assessoria Parlamentar)
  • Servidores da educação estadual lotaram plenário em audiência ocorrida nesta segunda-feira (22)
  • (Foto: Jacqueline Lopes/Assessoria Parlamentar)
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Enquanto os três secretários de governo convidados para participar da audiência pública que deu início à 20ª Semana Nacional em Defesa e Promoção da Educação Pública não estiveram presentes, trabalhadores da categoria administrativa do Governo do Estado de Mato Grosso do Sul lotaram o plenário principal da Assembleia Legislativa na tarde desta segunda-feira (22). Os servidores discutiram em sessão a desvalorização do setor e relembraram promessas feitas pelo governo estadual.

Representantes da categoria como a Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul (FETEMS) e o Sindicato Municipal dos Trabalhadores em Educação (SIMTED) trouxeram funcionários de todos os cantos do Estado para clamar por política salarial e carga horária pertinentes. Com remuneração inicial de R$ 854,12 (abaixo do salário mínimo) a categoria registra a menor tabela salarial de todo MS.

Mesmo com tanta demora para homologação de novos funcionários, nos dias atuais a educação estadual funciona com um déficit de 1.200 servidores. O presidente da FETEMS, Jaime Teixeira, pede por contratação imediata dos aprovados em concursos e afirma que a atual gestão parece não estar ao lado do trabalhador da educação pública, “agora a gente vê um governo que está desconstruindo tudo aquilo que nós conquistamos” exclamou Jaime.

Criticando a estabilidade salarial do setor administrativo diante de um reajuste de mais de 16% para o executivo o presidente do SIMTED, Juliano Mazzini, deixou explícita a insatisfação dos trabalhadores da educação. O representante comentou que na última semana o governador do Estado, Reinaldo Azambuja, disse que estava aberto ao diálogo, mas lembrou que dos três secretários de governo convidados para a audiência nenhum compareceu e apenas um enviou representante.

Foram convidados o secretário de Governo e Gestão Estratégica, Eduardo Reidel, secretário de Administração e Desburocratização, Carlos Alberto de Assis e a secretária de Educação, Maria Cecília Motta. Nenhum esteve presente. Como justificativa da ausência Maria Cecília disse que estava com um pé fraturado, mas na segunda semana de abril (especificamente no dia 08) a secretária que já estava machucada participou junto com o governador da inauguração de uma escola no bairro Universitário 2 em uma cadeira de rodas. Os outros dois representantes do governo não justificaram a ausência.

Secretária-geral da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e vice-presidente da Internacional para a Educação na América Latina, Fátima Silva também discursou e assim como todos os presentes condenou a aprovação do Plano de Demissão Voluntária (PDV), “é inadmissível que em pleno século XXI nós tenhamos o retrocesso de ter a carga horária aumentada para 8 horas” disse a professora. Ao comentar sobre a lenta homologação de aprovados em concursos Fátima afirmou que “somos por um modelo de estado onde as funções públicas devem ser preenchidas por meio de concurso público”.

Após a greve dos professores em 2018 o Governo do Estado assumiu o compromisso de incorporar os R$ 200 de abono no salário dos servidores da educação. Até agora, abril de 2019, não houve pronunciamento algum por parte da gestão, enquanto isso funcionários são forçados a fazer jornada dupla, às vezes tripla, de serviço que está ameaçada com a aprovação do PDV.

Lamentando a ausência dos secretários o deputado estadual Pedro Kemp encoraja a luta da categoria e afirma que a escola funciona com servidores trabalhando durante 6 horas “é possível rever esta questão”, sobre o pagamento do abono salarial o deputado questionou “que aumento de despesa para o governo?”. As reivindicações discutidas em audiência nesta segunda serão repassadas ao governo em uma reunião da comissão de educação, “o governo não veio então nós vamos até ele” encerrou Pedro.  

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