Campo Grande •20 de Novembro de 2017  • Ano 6
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Agência Câmara | Terça, 12 de Setembro de 2017 - 16h37Senadores deixam CPMI após escolha de Marun como relatorOtto Alencar (PSD-BA) e Ricardo Ferraço (PSDB-ES) deixaram de fazer parte da Comissão

Ricardo Ferraço (PSDB-ES)
Ricardo Ferraço (PSDB-ES) (Foto: PSDB/Divulgação)

Os senadores Otto Alencar (PSD-BA) e Ricardo Ferraço (PSDB-ES) deixaram de fazer parte da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga se houve irregularidades nas operações entre o grupo J&F e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Segundo os senadores, a atitude foi tomada pela discordância com a escolha do deputado Carlos Marun (PMDB-MS) para a relatoria. 

Alencar afirmou que o encontro de Ataídes Oliveira com o presidente da República, Michel Temer, no sábado (9), enfraquecia a condução dos trabalhos da CPMI do ponto de vista moral. “Dentro desta CPMI chapa-branca, estou pedindo a retirada do meu nome para não participar dessa farsa.”

Oliveira disse não ter comentado com o presidente da República sobre os trabalhos da comissão, mas sobre a duplicação de uma rodovia. “Quantas vezes o presidente Michel me convidar para tratar de coisas do meu estado eu irei.” Reconheceu, porém, que conversou sobre os trabalhos do colegiado ao final da reunião em conversa com o ministro da Secretaria de Governo, Antônio Imbassahy.

Reconsideração - O deputado Glauber Braga (Psol-RJ) pediu para a escolha de Marun ser reconsiderada. “Não queremos que esta CPMI seja transformada em quartel general de blindagem de Temer e para fustigar adversários políticos de dentro e fora do Parlamento”, disse. 

Já o deputado Fausto Pinatto (PP-SP), que disse já ter tido desavenças com Marun no processo contra o ex-deputado Eduardo Cunha, afirmou que a escolha do relator foi justa e legal.

Audiências - Podem ser votados hoje alguns dos mais de 100 requerimentos apresentados pelos parlamentares que convocam os empresários Joesley e Wesley Batista e o executivo do grupo J&F Ricardo Saud. Joesley e Saud estão presos, por determinação do ministro Edson Fachin, responsável no Supremo Tribunal Federal pela Operação Lava-Jato.

Outros pedidos citam os ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff; os ex-ministros José Eduardo Cardozo e Guido Mantega; o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha; e o ex-procurador da República Marcello Miller.

O grupo J&F, dirigido pelos irmãos Joesley e Wesley Batista, controla o frigorífico JBS e outras empresas. A CPMI vai investigar as operações da holding com o BNDES ocorridas entre os anos de 2007 e 2016. A comissão de deputados e senadores vai investigar também o acordo de colaboração premiada do Ministério Público Federal com executivos das empresas.

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