Campo Grande •23 de Junho de 2017  • Ano 6
OrganizaçãoIvan Paes BarbosaDiretor de RedaçãoUlysses Serra Neto

Agência Brasil | Quinta, 18 de Maio de 2017 - 19h04Roberto Freire anuncia saída do governo; Jungmann permanece na DefesaDecisão de Freire está alinhada à manifestação pública das bancadas de seu partido

(Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil)

O ministro da Cultura, Roberto Freire, decidiu deixar o cargo logo após o presidente Michel Temer anunciar que não renunciará à presidência da República por causa das denúncias de que Temer teria pedido ao empresário Joesley Batista, dono da JBS, que desse dinheiro ao ex-presidente da Câmara, o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que está preso em Curitiba, na Operação Lava Jato.

Segundo O Globo, em delação premiada já homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), Batista contou aos procuradores da República que a “mesada” tinha o objetivo de comprar o silêncio de Cunha sobre investigações da Operação Lava Jato envolvendo integrantes do governo e políticos da base aliada.

Segundo a assessoria do Ministério da Cultura, a decisão de Freire está alinhada à primeira manifestação pública das bancadas de seu partido, o PPS, na Câmara dos Deputados e no Senado. Em nota divulgada mais cedo, o diretório nacional do PPS cobrou a renúncia do presidente caso as informações antecipadas pelo O Globo sejam confirmadas. O partido, no entanto, não explicitou a intenção de abandonar a base aliada, tanto que o ministro da Defesa, Raul Jungmann, que também é filiado ao PPS, anunciou que permanecerá no cargo.

Na nota que divulgou hoje (18), o PPS diz que “as denúncias até então divulgadas são de tal gravidade, que se for confirmado o teor da delação do empresário Joesley Batista, o presidente Michel Temer precisa renunciar imediatamente para a preservação dos interesses do Brasil, com a manutenção da recuperação da economia, a retomada do crescimento e a geração de empregos”.

O partido entende que se o áudio da suposta conversa que o dono da JBS diz ter gravado com Temer defendendo a necessidade do empresário continuar dando dinheiro a Cunha for comprovada, o presidente “perderá a capacidade de continuar à frente do comando do país” e o “vácuo de governabilidade” precisará ser preenchido o mais rápido possível. No caso de renúncia, o partido não descarta a possibilidade de que se realize uma eleição direta para “devolver para o povo a chance da escolha de quem comandará o país até 2018”.

Veja Também
Cosip: 'Me encontrem uma maneira para não cobrar'
MPE recomenda a prefeito que regularize prática de nepotismo
Maioria do STF confirma delações da JBS e Fachin relator
Juiz suspende verbas indenizatórias a vereadores da Capital
Bernal recorrerá da decisão do TCE sobre lâmpadas de LED
TCE mantém suspensa compra de lâmpadas de LED
Dois ministros votam contra revisão de delação pedida por Reinaldo
Governo e JBS têm 5 dias para entregar documentos
Quarta, 21 de Junho de 2017 - 10h30Henrique Alves e Eduardo Cunha são denunciados pelo MPF no Rio Grande do Norte Ex-parlamentares são acusados de receber pelo menos R$ 11,5 milhões em propinas de empreiteiras
Quarta, 21 de Junho de 2017 - 09h37Envolvido no caso Odebrecht, controlador-geral do Equador renuncia Anúncio sobre a saída de Pólit foi feito pelo presidente da Assembleia Nacional (Parlamento), o governista José Serrano, no...
Vídeos
Últimas Notícias  
Diário Digital no Facebook
Rec banner - Patio central
DothShop
DothNews
© Copyright 2014 Diário Digital. Todos os Direitos Reservados
© Copyright 2017 Diário Digital. Todos os Direitos Reservados
 Plataforma Desenvolvimento