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Valdelice Bonifácio | Segunda, 17 de Abril de 2017 - 21h00Puccinelli recebeu propina milionária, afirma delatorEx-diretor da Odebrecht delatou também Edson Giroto, Delcídio e Zeca do PT

André Puccinelli nega ter recebido repasses da empresa para sua campanha eleitoral
André Puccinelli nega ter recebido repasses da empresa para sua campanha eleitoral (Foto: Marcelo Calazans - Arquivo Diário Digital)

O Ex-governador André Puccinelli (PMDB) foi citado em delação premiada de um ex-diretor da Construtora Odebrecht como beneficiário de propina. O depoimento prestado por João Antonio Pacífico Ferreira foi divulgado pela imprensa nacional. Conforme o delator,  o ex-governador teria recebido R$ 2,3 milhões para campanha eleitoral em 2010, quando se reelegeu. A negociação do repasse teria sido feita por Edson Giroto, então secretário de Obras, que também recebeu doação para campanha a deputado federal.

De acordo com o jornal o Estado de São Paulo, João Antonio Pacífico disse que, além de Puccinelli, o então governador, Zeca do PT teria recebido R$ 400 mil e o ex-senador petista e candidato derrotado ao governo em 2006, Delcídio Amaral, R$ 2 milhões. Zeca do PT, hoje deputado federal, já está na lista dos políticos que serão investigados com base nas delações de ex-diretores da Odebrecht, assim como seu sobrinho Vander Loubet (PT), também deputado federal.

Na delação, Antonio Pacífico disse ainda que Blairo Maggi, ministro da Agricultura, e ex-governador do Mato Grosso também se beneficiou do esquema com o repasse de R$ 12 milhões, para sua campanha ao governo em 2006. O dinheiro seria relativo à propina por pagamento de repasses da União ao governo estadual.

No caso de Mato Grosso do Sul, ainda de acordo com a reportagem do Estado de São Paulo, a construtora buscava receber pela execução da obra da MS-030, também realizada nesse período. A dívida seria de R$ 79 milhões. Em 2004, foi firmado um acordo para o pagamento das dívidas com os dois Estados, intermediado pelo então ministro da Fazenda, Antonio Palocci.

Dois anos depois, foi criada uma comissão especial formada por agentes públicos dos dois Estados para estabelecer os valores devidos pela União. Com a derrota de Delcídio Amaral em Mato Grosso do Sul, o pagamento ficou adiado mais uma vez. A Odebrecht, então, começou a negociar com o candidato vitorioso, André Puccinelli. A negociação só foi concluída em 2010, quando Puccinelli disputou a reeleição. A construtora pagou propina ao governador, segundo o delator.

A construtora concedeu desconto de 70% no valor da dívida que ficou em R$ 23,4 milhões. O combinado foi que 10% deste valor (R$ 2,3 milhões portanto) seria repassado ao ex-governador a título de auxílio de campanha. Giroto que fazia a negociação direta pediu e obteve R$ 300 mil para sua campanha eleitoral em 2010, quando se elegeu deputado federal.

Conforme o delator, o dinheiro foi repassado pelo Departamento de Operações Estruturadas em São Paulo, que segundo as investigações da Polícia Federal seria, na verdade, o ‘núcleo da propina' da Odebrecht.

Outro lado – Puccinelli divulgou nota à imprensa na qual nega ter recebido qualquer repasse em dinheiro da empresa. Ele afirma ainda que a dívida com a Odebrecht, deixada por seu antecessor, foi negociada com o acompanhamento da Procuradoria Geral do Estado (PGE).

Veja nota da íntegra:

Sobre notícias de doação de campanha envolvendo meu nome, tenho a esclarecer que:

1 – O governo do estado negociou com o ACOMPANHAMENTO  da PGE  (Procuradoria Geral do Estado ) uma dívida do governo do PT de 79 milhões por 24 milhões em quatro parcelas fixas e mensais.

2 – Eu não pedi qualquer vantagem pessoal mesmo porque tendo exigido junto com a PGE (SETENTA POR  CENTO  DE  DESCONTO), seria inverossímil acreditar que contribuíssem para minha campanha.

3 – Estou à disposição da justiça, como sempre estive, e sou político que sempre abriu mão dos sigilos bancário e fiscal desde o primeiro mandato eletivo, até hoje.

(Com informações do Estado de São Paulo)

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