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24 de setembro de 2018 • Ano 7
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Polícia Federal

Presos da Vostok já estão em liberdade

Ministro do Superior Tribunal de Justiça , Félix Fischer, não prorrogou a prisões temporárias

16 Set2018Valdelice Bonifácio14h49

As treze pessoas presas na Operação Vostok, da Polícia Federal, já estão em liberdade. A informação foi repassada ao Diário Digital por advogados dos investigados. As prisões eram temporárias (válidas por cinco dias) e como o ministro Félix Fischer, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), não prorrogou o prazo, todos foram liberados neste domingo, 16 de Setembro. A Vostok investiga esquema de concessão de incentivos fiscais a frigoríficos do grupo JBS em troca de propina no governo de Reinaldo Azambuja (PSDB).

Conforme Carlos Marques que defende o deputado estadual José Roberto Teixeira, o Zé Teixeira, em caso de prisões temporárias não existe a necessidade de alvará de soltura, assim, os investigados foram liberados tão logo os prazos expiraram. "Agora vamos fazer o acompanhamento do processo. Nós insistimos em uma mesma linha desde o princípio, a de que não há fato novo", disse.

Além de Zé Teixeira, foram liberados Rodrigo Souza e Silva, filho do governador Reinaldo Azambuja; Nelson Cintra Ribeiro; Marcio Campos Monteiro; Ivanildo da Cunha Miranda; João Roberto Baird; Antônio Celso Cortez; Elvio Rodrigues; Francisco Carlos Freire de Oliveira; Miltro Rodrigues Pereira; Osvane Aprecido Ramos; Rubens Massahiro Matsuda; Zelito Alves Ribeiro.

Entre os investigados que tiveram a prisão decretata, há ainda José Ricardo Guitti Guimaro, conhecido como "Polaco", que não foi preso, embora tenha sido procurado pela PF. Segundo o advogado dele José Roberto da Rosa, Polaco vai se apresentar à Polícia Federal  (PF)  de Brasília nesta segunda-feira, 17. "A ideia era apresentá-lo neste dmingo, mas como a equipe de investigações está retornando hoje para Brasília, vamos apresenta-lo amanhã", explicou o defensor.

A Operação Vostok foi deflagrada na quarta-feira passada, 12. Cerca de 200 policiais participaram dos trabalhos. Além das 13 prisões temporárias, foram cumpridos 41 mandados de busca e apreensão. Segundo as investigações, os envolvidos na trama criminosa lucraram R$ 67,7 milhões em subornos. O prejuízo total gerado ao Estado foi de R$ 209,7 milhões.

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