Menu
21 de junho de 2018 • Ano 7
Diretor de RedaçãoUlysses Serra Neto
Protesto

Construção civil protesta contra medida do Governo

Portaria do ministério das Cidades proíbe obra do Minha Casa Minha Vida em ruas sem asfalto

25 Out2016Laureano Secundo12h10

Adão Jorge Moraes Castilho, representante da classe de construtores, que fez uso da Tribuna da Câmara Municipal para alertar sobre os impactos negativos da Portaria 160 do Ministério das Cidades, que determina algumas alterações nas regras para financiamento de imóveis no âmbito do programa habitacional ‘Minha Casa, Minha Vida’ do Governo Federal.

De acordo com Adão, a Portaria foi publicada em maio no Diário Oficial da União, mas só foi informada à categoria no dia 14 de outubro pela Caixa Econômica Federal. “Há mais de 20 anos estou na construção civil e nunca vi acontecer isso com toda classe trabalhadora. È muito preocupante. Isso pra nós é um grande pesadelo. Essa Portaria foi editada em maio deste ano e só tivemos conhecimento em outubro. No dia 14 de outubro fomos informados que só poderemos construir a partir do dia 2 de janeiro de 2017 onde tem asfalto e se constituirmos uma empresa jurídica. Procuramos a Caixa o ano inteiro para saber o que está na medida 160 e só nos falaram isso agora”, disse.

A convite do vereador Herculano Borges, Adão Borges ocupou a Tribuna em defesa da categoria e destacou que “com isso não podemos continuar investindo nos bairros, gerando empregos. E chega em outubro eles dizem que a partir de janeiro só pode construir onde tem asfalto? Não sou contra ser empresa, basta dar um prazo para regularizarmos. Estamos no final de outubro, será que até 31 de dezembro, conseguiremos terminar todas as obras em andamento? É impossível, ninguém poderá fazer isso. Se esse prazo para nos adequarmos não for dado, a partir de janeiro, Campo Grande estará com mais de 14 mil desempregados, entre mestre de obras, pedreiro, encanador, eletricista, enfim, todo o segmento de construção civil, que gera emprego, assim como as lojas de material de construção, que serão quebradas, porque acreditavam no Governo”, alegou.

Ainda conforme o representante dos construtores, “estamos lutando e dando emprego, mas vai ser um caos a partir de janeiro. Queremos de imediato, ajuda para que possamos gerar emprego, desenvolvendo os bairros. Com isso, vai haver também queda de arrecadação do município. Precisamos do dinheiro da Caixa para construir, queremos prazo, que esse prazo venha. Isso não vai ser só em Campo Grande não, vai ser em todo Brasil. Vamos legalizar sim, ótimo, será bem-vindo, mas deixe-nos construir onde não tem asfalto”, enfatizou Adão.

Em Plenário, os vereadores se colocaram a disposição para ajudar a categoria e se comprometeram a buscar uma solução para o problema junto à bancada federal, para que a Portaria não impeça ou atrapalhe os investimentos e o desenvolvimento dos bairros de Campo Grande.

Com objetivo de discutir o tema com a sociedade civil organizada e autoridades competentes, os parlamentares já agendaram uma Audiência Pública para o próximo dia 28 de outubro (sexta-feira), às 8 horas, na sede da Casa de Leis. 

 

Veja Também

Câmara quer pressa em apreciar alterações
Reservista do serviço militar poderá atuar como policial voluntário
Biometria para deputados é implementada na Assembleia
ex-governador Cabral vira réu pela 24ª vez
Verba para UBS não sai e abre divergência política
Simone elogia retomada das obras de fábrica de fertilizantes em MS
Educação Ações podem acabar com cursos EaD na área da saúde em MS Medidas foram decididas em audiência pública da assembleia
Eleições 2018 Eleição sem dinheiro de empresários Pela 1ª vez, campanha eleitoral não terá financiamento de empresas
PF pede quebra de sigilo telefônico de Temer e ministros
Senadora de MS sugere Comissão sobre Segurança Pública