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Para Reinaldo, Wilson Martins foi um ícone da história política do MS

Governador lembra que Wilson Martins foi um dos defensores da democracia no País

13 Fev2018Da redação18h30

Mato Grosso do Sul perde um dos grandes defensores da democracia no Brasil, comentou o governador Reinaldo Azambuja ao se referir ao ex-governador Wilson Barbosa Martins, que morreu na madrugada desta terça-feira (13.2) em Campo Grande, aos 100 anos de idade.

“O dr Wilson foi um ícone da história política-administrativa contemporânea do Estado, e ajudou no movimento para a criação de Mato Grosso do Sul. Sério e firme nas atitudes, sempre agiu com serenidade mesmo diante das crises, e com esse perfil soube trazer para a nossa Campo Grande, quando prefeito, e ao nosso Estado, no cumprimento dos dois mandatos de governador, obras e ações importantes para o desenvolvimento de Mato Grosso do Sul”, afirmou Reinaldo Azambuja.

A política sempre esteve presente na vida de Wilson Barbosa Martins. Seu tio, Vespasiano Barbosa Martins, participou da revolução de 1930 e foi senador pelo antigo Mato Grosso, entre 1935 e 1937, e constituinte em 1946. Seu irmão, Plínio Martins, foi prefeito de Campo Grande, vereador e deputado federal entre 1983 e 1991.

Wilson Martins se formou em direito na faculdade do Largo de São Francisco, em São Paulo, e de volta ao estado natal, ocupou o cargo de secretário-geral da Prefeitura de Campo Grande e em 1945 fundou a União Democrática Nacional (UDN) no Estado, legenda pela qual se elegeu prefeito da hoje Capital de Mato Grosso do Sul, em 1958. Em outubro de 1962 foi eleito deputado federal pelo Mato Grosso.

Em 1965, quando foi instaurado o bipartidarismo no Brasil, Wilson Barbosa Martins se filiou ao MDB, partido pelo qual se reelegeu deputado federal em 1966. Com a instituição do Ato Institucional 5 (AI-5), em fevereiro de 1969 teve o mandato cassado e os direitos políticos suspensos por 10 anos. Só voltou à carreira política em agosto de 1979, com a decretação da anistia. Como primeiro presidente da OAB/MS entre 1979 e 1981, teve como uma das principais ações a defesa dos presos políticos.

Com o fim do bipartidarismo, se filiou ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) e em 1982 foi eleito governador do Estado. Em 1983, junto com outros políticos de projeção nacional como Tancredo Neves e Ulisses Guimarães, participou da campanha das Diretas Já! Para a presidência da República. Em 1986 deixou o cargo de governador para disputar uma vaga no Senado, assumindo o governo do Estado o seu vice, Ramez Tebet. Eleito senador, passou a fazer parte da Comissão de Sistematização da Assembleia Nacional Constituinte.

Na eleição de 1994, Wilson Martins foi eleito governador de Mato Grosso do Sul no primeiro turno. Casado com a escritora e artista plástica Nelly Martins, que morreu em 2003, teve 3 filhos: Thais, Celina e Nelson.

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