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22 de junho de 2018 • Ano 7
Diretor de RedaçãoUlysses Serra Neto
Delação premiada

Propina foi paga antecipada em campanha de Reinaldo e Delcídio, diz delator

Acordo entre os dois candidatos foi firmado com intermediação de empresário

19 Mai2017Valdelice Bonifácio19h00

O empresário Wesley Mendonça Batista, dono do JBS, revelou em depoimento de delação premiada feita aos procuradores federais da Lava Jato que pagou propina antecipada a Reinaldo Azambuja (PSDB) e Delcídio do Amaral (então no PT) nas eleições de 2014 quando ambos concorriam ao governo de Mato Grosso do Sul. Havia, inclusive, um acordo entre os dois candidatos negociado por Joesley Batista, irmão de Wesley e também proprietário do grupo. Conforme o acerto, aquele que vencesse as eleições pagaria a conta do outro. O pagamento seria feito através da concessão de incentivos fiscais de ICMS ao grupo JBS.

“Ele (Joesley Batista ) negociou com Reinaldo e Delcídio que o que vencesse iria pagar a conta do outro”, disse. Quando Reinaldo sagrou-se vencedor do pleito, Joesley cobrou a fatura do novo governador. “A conta do Delcídio é sua”, relatou o empresário durante o depoimento.

Segundo o delator, Delcídio recebeu R$ 12 milhões. Ele não mencionou o valor repassado a Reinaldo. “Delcídio recebeu valor relevante R$ 12 milhões. Tem notas fiscais frias, houve também repasse em dinheiro em espécie. Como o Reinaldo é que foi eleito, o Joesley chegou nele e disse a conta do Delcídio é sua”, detalhou.

O depoimento de Wesley Batista revela o esquema de pagamento de propina em troca de benefícios fiscais que segundo ele começou no governo de Zeca do PT e teve sequencia na gestão de André Puccinelli (PMDB) e Reinaldo Azambuja. Em notas, Zeca do PT e Reinaldo negaram as acusações. Já Puccinelli não quis se manifestar.

O Diário Digital não conseguiu falar com a assessoria de imprensa de Delcídio do Amaral até a publicação desta matéria.

Veja abaixo o vídeo da delação premiada de Wesley Batista :

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